domingo, 26 de fevereiro de 2017

AMOR PERFEITO


Para não estragar o amor há que não o viver

O romance perfeito é aquele que nunca acontece. É  aquele  que não se vive.

Permanece  a sua essência, apenas.

Perfeito.Sentido. Só existindo.

O amor perfeito vive  na solidão.

Só o amor impossível é perfeito

Um  amor feliz é  um amor suicida.

Um amor não se pode praticar.

Sente-se só.

A perfeição de um amor não permite a sua vivência.

Mesmo Romeu e Julieta preferiram morrer a matar o seu amor.

Assim ficou eterno. Perfeito.

O amor perfeito nunca morre, porque um amor perfeito é aquele que não se vive.

Um amor perfeito é impraticável. Assim como é indefinível o amor, é impraticável a sua vivência.

Tentar viver um amor, praticado-o, é anunciar a sua morte. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

The Facebook Trouble


Recordo com alguma nostalgia o ano em que abri este blog. 2008. Ano de boa colheita em termos de inspiração. Marca talvez, a ultima vez  em que fui realmente feliz trabalhando por conta de outrem, o que não deixa de ser fantástico uma vez que  trabalhei para a máfia moldava. Ah poize! Para quem ainda não me conhece, fique a saber que a minha vida, dava, realmente um livro. E digo um livro porque considero que a leitura nos entra pelos poros enquanto que os  filmes apenas pelos olhos. Não falta nada; Amor, Sexo, policia, intriga. Tem tudo.

Poize! Quando iniciei esta aventura bloguistica não existia ainda Facebook. Exitia Hi 5, mas a humanidade ainda era livre de se peidar sem necessidade de partilhar com o universo.  Para dar a conhecer  esta importante combustão  do metabolismo humano, tínhamos que abrir o blog, escrever em letras garrafais: ACABEI DE ME PEIDAR, e depois visitar alguns outros blogs, onde comentávamos na esperança de que essas pessoas chegassem ao nosso e vissem que tínhamos soltado o nobre gaz. Não havia directos, por isso era bem provável que o nosso flato  só chegasse ao  conhecimento publico algumas horas depois. 

Neste momento a flatulência humana e outros factos que tais são partilhados em  real time com todas as pessoas que fazem parte do nosso circulo de amizades, com seus amigos e quem sabe, com quem mais. Chegamos ao ponto de dizer antecipadamente de que cor será o nosso próximo flato visto partilharmos o nosso pequeno almoço almoço e jantar. Que é o mesmo que dizer “ Ah, com que então a comer ovos mexidos...hás de peidar amarelinho mais logo” ou “ Que maravilha, a comer ostras...Belo flato com cheiro a algas logo mais.” ´E assim por diante.

O aparecimento do facebook na sociedade portuguesa trouxe me alguns constrangimentos.
Se bem se lembram eu escrevi este blog, não apenas como um diário da minha loucura, mas também como forma de recordar alguns momentos épicos da minha vida. Momentos esses passados com pessoas....pessoas com quem pensei nunca mais ter contacto na vida....pessoas essas que voltei a encontrar no facebook.

Comecei por partilhar passagens dos meus escritos nesta rede. Até concluir que se algumas das pessoas com quem partilho memórias talvez não ficassem muito felizes por saber que as suas vidas eram lidas em vários pontos do mundo. Então decidi que tinha 2 hipóteses: ou remover amizade  dessas criaturas ou reverter para rascunho essas passagens.

Senao vejamos:

Elsa. A amiga que me criticava por ter tendências para homens classe operaria quando ela mesma se casou com uma criatura que vestia um fato de treino Adidas aos fins de semana. So damn chunga!!!!

Leila; a amiga que  começou a fumar aos 30 anos na passagem de ano 97/98 e marchou 2 marmanjos numa noite sendo que um deles nao tinha dentes da frente em cima e os de baixo estavam todos podres. A boca deste animal era um buraco negro nauseabundo. Mas ela mamou lha  metade da noite.

Rute: A gaja que  tirou a virgindade ao meu irmão na casa dos meus pais no quarto  ao do  deles.

O meu irmão: Siiiimmm ele esta em muitos posts....e não, não ia gostar nada....

António  AKA Mortes – O gajo que me tirou a virgindade no palco de  um  clube onde ensaiava ( era baterista  numa banda)  O gajo que teve que se esconder dentro do meu guarda vestidos para não levar um tiro do meu pai. Escapou por muito pouco....

Carlos: AKA  Forra – O gajo que era filho de vendedores ambulantes e com quem eu mantinha  romance tipo Romeu e Julieta porque o meu pai era policia da câmara. Este era trolha..pois claro....

As irmãs do Carlos AKA Forra – São todas minhas amigas no face...não iam gostar de saber que, ah  e tal, ela fala do meu irmão nestes termos!!!! #QUEMEQUEELAPENSAQUEÉ?!! #VACACONVENCIDA

É complicado senhores...é complicado....

Poizé!  No facebook só eu é que tenho passado. O resto dos meus amigos apenas passou pelos anos sem nada de relevante. Um passado sem mácula.   Como cada um tem o direito a viver a sua vida como quer, sem olhar para trás, tomei uma decisão que considero a mais acertada.

Não quero deixar a minha vida em rascunho. Não quero remover as criaturas que sao parte dela. Portanto-..alterei o link. Assim, novos leitores podem ler as minhas aventuras. Os outros..I am so sorry....#GAMEOVER!


quinta-feira, 21 de abril de 2016

SIM SENHORA DOUTORA


Pessoas estranhas atraem pessoas estranhas, sem duvida
Deve ser a energia.

Apanhei uma infecção urinária pela primeira vez na vida. Como achava os sintomas ridículos deixei andar. Até ao dia em que parecia que estava a ter um aborto, tais eram as dores. Insuportáveis ao ponto de não me conseguir ter de pé.

Chamei, então um medico a casa.

O que se passou a seguir foi surreal. A senhora observou-me e  deu o diagnostico esperado. Antibiótico para ser tomado até ao fim, comprimidos para as dores, etc.

Já me arrependi de lhe ter perguntado como teria eu apanhado uma infecção urinaria...arrependi-me porque fiquei sem reacção com a resposta.

 " Não se apanha assim, sentada na sanita.  A  bactéria não está la à espera para   fazer pontaria à dita cuja! Não! Apanha-se por exemplo, quando as senhora se limpam. Deve limpar-se da frente para trás, para não ficarem resíduos de bosta na dita. Ou então, evitar certas brincadeiras sexuais, ( sim ela disse isto)  entende -me não é? " Ok...vale a pena referir que a minha filha de 14 anos estava presente  e olhava a senhora doutora com ar de " naoacreditoqueestasenhoradisseisto" . Mas continuou : " Agora os homens, bem, os homens têm pixota, ( ela disse pixota...) portanto não é tão fácil apanharem, mas quando apanham é mais grave".

No meio da explicação, atende o telefone e diz " Sim, sim, tou aqui, vou só receber o carcanhol e já bazo já" ( parecia uma agarrada...)

Perguntei-me algumas vezes se a pessoa ali à minha frente seria de facto uma médica. E se era de facto, estaria bêbeda? Espécime raro, sem duvida!

Não mais esquecerei  o ar da minha filha. Parecia um daqueles cartoons com um ponto de interrogação em cima.

 E  pergunto-me; porquê comigo? Porque a mim? Porque é que comigo acontecem as coisas mais estranhas?

Dias mais tarde ligaram-me para dar a classificação do atendimento da Sra Dra. Tendo em conta que a criatura me curou o mal, dei 10. Vendo bem, foi divertido, instrutivo e o mal passou.

Mas sim...foi a primeira vez que uma médica ser referiu as minhas partes intimas como " a dita" , falou de "brincadeiras sexuais" em tom jocoso e apelidou de "pixota" o órgão sexual masculino. Tudo isto em frente de uma miúda de 14 anos incrédula e de mim...que nunca a tinha visto na vida.

E é isto!

domingo, 9 de novembro de 2014

ÔLHA !

Há alguns anos atrás eu tinha um tio algo peculiar.


Sempre o conheci esquisito. Mas quem sou eu para falar de esquisitices? :-) Pobre  homem...um dia ainda conto aqui o que lhe fiz quando tinha apenas 2 anos.


Digamos que o Ti Jaquim era a pessoa que eu e o meu irmão usávamos quando queríamos que  o outro visualizasse algo nojento,  quando nos queríamos enojar um ao outro. Ex; " lesmas, caracóis, o tio a comer"...Coisa para provocar  repetidas regurgitações no outro.


A pobre criatura comia de boca aberta. Via-se todo o bolo alimentar na sua boca desdentada. Lambia os beiços com aquela lingua grossa de ancião ..arghhhh vómito.


A estória seguinte aconteceu numas férias de verão  na bela vila de Colos, a mais ou menos 30 km de Vila Nova de Mil Fontes.


O  Ti Jaquim vivia com a nossa avó, velha reguila de sangue ruim (citação da população da aldeia), sangue este que me corre nas veias, para meu grande orgulho.   Eu "dormia" no sofá da sala, com ela,  que ressonava a noite  toda.  O meu irmão num quarto com duas  camas separadas por uma cortina, em que numa dormia o meu tio.


O pobre velho sofria de uma disfunção urinaria e o seu adormecer era um pequeno inferno que abrangia as redondezas.  E as redondezas neste caso, chegavam ao outro lado da cortina, onde o meu irmão rugia de raiva do velho. Uma noite,  já farto uivava a jovem criatura;


- Épa deite -se! Foda -se o cabrão do velho que não dorme.


E o Ti Jaquim pegava no penico e mijava e deitava-se e  levantava se de novo para mijar.


Ninguém aguenta!

- Ai a minha vida ai! Filho da puta  do velho - Gemia o meu irmão


Isto durou, durou...


Às tantas o puto  já virado do avesso solta um sonoro gás que o Ti Jaquim, apesar, de um pouco surdo, consegue ouvir - E eis que o pobre velho, com as ceroulas presas numa  mão,  costas arqueadas, enquanto com a outra tentava enfiar o penico cheio da sua ultima proeza urinária debaixo da cama, pára de repente e com ar surpreso exclama : "Ôlha"

"Ôlha" pronto! Como quem diz " já um homem não tem tento no próprio cu"

A questão que se põe é: terá o Ti Jaquim, pensado que o gás sonoro saíra de dentro de si?

Ficou, então até hoje esta expressão de surpresa neste mesmo tom, quando algo insperado nos acontece: "Ôlha!"