quinta-feira, 16 de outubro de 2008

THE AMERICAN DREAM - A QUEDA DE UM MITO

Estive agora mesmo a ler o blog da Andreia do Flautim e ela tem razão. Há muita gente invejosa neste mundo.
Lembrei-me de um caso passado comigo há uns 12 anos atrás quando eu ainda era uma criatura nova e inconsequente e morava naquele magnifico bairro de chelas. Tinha uma vizinha de cima que estava havia 10 anos emigrada nos Estados Unidos. Quando ela emigrou tinha 13 anos e eramos muito amigas. Quando voltou passados esses 10 anos fiquei contente. Vinha de férias por 3 meses. Foi uma altura má da minha vida. Tive uma grande depressão. Sentia-me sozinha, triste. Tinha saído de uma relação que me tinha deixado de rastos. Fiquei contente com a companhia dela. Pensei que podia confiar. Ela estava gordissima. Pensava 150 kg. Tinha uma cara linda. Era uma pena ser tão gorda. Eu, com a depressão que estava, nem comia. Pesava 45kg. Era um palito.
A Lena (era assim o nome dela) tinha-se transformado na tipica americana hipócrita. Não dizia um palavrão. Odiava a nossa liberdade de expressão e, sobretudo, queria-se manter virgem até ao casamento. O que diga-se de passagem, com 150kg, não devia ser dificil.
Foi uma fase em que saltei de relação em relação, parecia que nada dava certo na minha vida. Então um dia, não sei que lhe deu, resolveu escrever uma espécie de artigo de jornal com todas as confidências que eu lhe tinha feito. Nunca fui nenhuma santa mas tentava fazer com que os meus pais soubessem o menos possivel da minha vida pois são muito tradicionais. Para quê desiludilos? Há 12 anos atrás ainda existiam pais pré 25 Abril como aqueles da série conta-me como foi.
Ora bem, ela escreveu a porcaria do artigo e mostrou aos meus pais. E a seguir foi entregar a todos os meus vizinhos. O que ela não contava era que grande parte deles se estivesse completamente a borrifar para o que eu fazia da minha vida. Uns não quizeram aceitar dizendo que não tinham nada a ver com isso. Os que aceitaram nem devem ter lido. Ou se leram, nem cheguei a saber. É que no 4 andar moravam uns pretos muito meus amigos mas com pouca queda para a leitura, no segundo andar uma velha cusca que de certeza que leu, ao lado uma mulher com um filho toxicodependente que anunciava aos 7 ventos que desde que o marido morrera, o vibrador era o seu melhor amigo. No primeiro andar moravam uns ciganos que nem ler sabiam e ao lado pessoas com mau feitio que lhe devem ter fechado a porta na cara. No r/c, não quizeram saber. A minha sorte e o azar dela, é que sempre tratei todos os meus vizinhos com respeito e eles nunca tiveram nada a dizer de mim. Portanto só mesmo ela e a vaca da minha vizinha do lado, que tudo fez para me desgraçar a vida, é que acharam interessante a dita carta.
Eu também a li. Escrita à mão por ela, sem um unico erro. Só pode ter sido a cachorra louca da vaca do lado que a ajudou. Dizia especificamente o numero de namorados que eu tinha tido, com quantos pinei, as pessoas com que saí, enfim, tudo. A frase mais usada era "ela faz o que quer!" Devia ser isso que a deixava louca. É que eu fazia mesmo o que queria. Saía com os meus amigos, passava fins de semana fora, enfim, tudo o que ela não fazia porque os pais eram daqueles mesmo torcidos que nunca a deixaram sequer estar à janela se soubessem que havia homens na rua.

Os meus pais não fizeram nenhum comentário. Apenas disseram que eu não devia confiar tanto nas pessoas. Fiquei muito triste.Tive uma recaída. Afinal nem numa amiga podia confiar.
A partir do dia em que ela mesma se sentiu humilhada pela situação que me criou, tive que levar com o Marco Paulo e seus semelhantes aos gritos todas as manhãs incluindo sabados e domingos.
Era a vingança!
Passados estes anos todos fiquei a saber, há pouco tempo, que ela tem uma filha. Engravidou mas o gajo não quis ficar com ela.
É a queda de um mito.

6 comentários:

Andreia do Flautim disse...

Olha, se calhar teve o que mereceu! O que é que interessava às outras pessoas saberem essas coisas da tua vida?? Eu se visse uma coisa dessas no jornal também não me dava ao trabalho de ler! É muita mesquinhez! Enfim!

GANDALF disse...

Antes de mais,agradeço ter recebido o teu convite para o teu blog.
Ja li uns tantos postes e tenho que te dar os PARABENS,pela frontalidade,pela realidade dos mesmos e até pelo humor que tens ao escrever,lool.
Gostei e vais fazer parte das minhas visitas ;o)

bjs

Graça disse...

Poxa, com amigas dessas, n inguem precisa de inimigas!!!

Esquece isso, são pessoas que não interessam mesmo nada!!!

Bj grande *****

Mr Nelson disse...

Obrigado pelo convite para o teu blog, estou a gostar muito de estou ler, ainda só li 4 posts e já vi que tens uma profissão bastante atribulada!
Quanto à tua suposta amiga, deixo-te aqui um pensamento do filósofo Sócrates, para meditares:
"É pior cometer uma injustiça do que sofrê-la, porque quem a comete transforma-se num injusto e quem a sofre não".
Agora vou continuar a ler o teu blog ;).

1 beijo

Flux disse...

Acho que me lembro dessa história. Deixa-me dar-te os parabéns, estás a escrever bem. Humor e uma estranha racionalidade... estás crescida. Beijocas

Angela Soeiro disse...

LOLOLOL Não digo bem feita porque isso não se deve dizer!! Mas olha, as americanas são as piores! Liga na MTV e vê os reality shows para adolescentes!