sexta-feira, 2 de julho de 2010

THERE I GO AGAIN!

Depois de algum, muito, tempo sem vos presentear com episódios da minha vida real, eis que regresso com alguns factos que sei serem do vosso agrado.
Continuo no Turismo, as always, até porque me seria impossivel viver sem os meus Galileo / Amadeus /Gabriel / Sita. Neste momento tenho a minha mais antiga paixão, o Galileo. Muitas foram as noites em que o seu manual foi o meu livro favorito de cabeceira. Muitas foram as alturas em que olhando languidamente a matricula de um carro, me veio à memoria as suas entradas, um codigo de companhia aérea...é amor, sei que é amor. Para quem não sabe, Galileo e seus pares são sistemas de reservas e eu amo-os! Louca sim, sou!
Trabalho neste momento numa empresa cujos donos são muçulmanos. Ok, nada contra. Mas são muçulmanos do tipo barba comprida, batina, coisa de renda da cabeça, reza 2 vezes por dia, etc. Estão a ver o Bin Laden? Ok, os meus chefes têm a mesma aparencia. E eu trabalho com um deles, numa loja de centro comercial. Que por sinal, é um centro comercial que nunca pensei que pudesse existir. Desde que aqui estou, e é já desde Março, ainda só tive o previlégio de atender 2 ou 3 tugas. Tudo o resto foi escliente dos Africa ou cliente que paga as passage parrcelado. Ah pois é caros leitores! Já para não falar nos indies. No meu local de trabalho existem à volta de 30 cabeleireiros africanos e zucas, mais de 50 lojas de telemóveis, umas 20 de produtos para cabelos e de venda do próprio cabelo. Ah e o negócio paralelo da mais velha profissão do mundo, encarnada aqui pelas tão solicitadas brazucas de peito de silicone. Um mundo, meus caros, um mundo.
Dirão vocês, por esta altura que tenho tendência para o turismo etnico. Sem duvida! Mas ao contrario do que acontecia com o pessoal de leste, aqui, ainda não em ofereceram dinheiro para dar uma voltinha, nem me mandaram para o dito cujo. O que me disseram já, depois de ter dito um preço foi:
- Póssas pá! Tá muito caro o esbilhete pra Bissau pá! Tô fodido!
Desde que aqui estou já tive o previlégio de presenciar, um espancamento a uma cliente que se recusou a pagar um serviço, por parte da dona do cabeleireiro e uma rixa entre duas africanas da qual uma saiu com a cara cortada. Certamente muitas outras coisas se terão passado sem que eu tenha dado por isso. Afinal eu sou apenas gaja que trabalha com o monhé. Ninguém me vem aqui contar nada, até porque sou um pouco olhada como um alien neste sitio.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

NO PALCO

Como já vos contei há alguns posts atrás, perdi a virgindade tarde tendo em conta que já no meu tempo, era hábito perder-se por volta dos 17 , 18 anos. Eu já tinha 23. O meu irmaõ costumava dizer que já estava fora do prazo de validade.
O acto própriamente dito da queca com tudo o que esta inclui, foi semelhante a todos os outros. Claro, não há outra forma. A magia do momento teve a ver com o local onde tal se deu. Como também já vos contei, o meu namorado da altura era baterista e tinha uma sociedade recreativa onde ensaiava com a banda dele e que pertencia a um tio já velho. Um dia eu e ele fomos até lá "ensaiar". Lembro-me dele ter escondido as minhas cuecas dentro dos pratos da bateria. E o que se seguiu, podeis imaginar.
Depois disso continuámos a pinar desalmadamente naquele local. Quando havia o perigo de aparecer alguém íamos para dentro da arrecadação. O velho não era parvo. Um dia estávamos nós em pleno acto quando ele resolve bater à porta " Tony...tás aí?". Fonix! Não respondemos mas a coisa foi-se completamente abaixo. Literalmente. Pior que isso só quando o meu pai resolveu entrar em minha casa comigo e ele na cama. Mas isso também já vos contei. A estória dele dentro do roupeiro e tal...
Portanto meus caros leitores, como tendes oportunidade de verificar foi algo, realmente, único.

domingo, 25 de abril de 2010

SERÁ?

Só atraio malucos e gente esquesita.
E só me acontecem coisas estranhas.
Quando penso que a minha vida está finalmente calma e a tomar um rumo, eis que acontece alguma coisa que me trás de volta à realidade.
É como se estivesse a viver um sonho e de repente acordasse.
Pergunto-me, será que a vida das outras pessoas também é como a minha? Ou será que eu sou a unica pessoa do planeta a ansiar por uma rotina normal? Sabem, aquele tipo de rotina; acordar de manhã sabendo exactamente como vai correr o meu dia. E correr normalmente sem uma unica virgula fora do lugar.
Pois é, comigo não é assim. Podem até haver dias desses durante, semanas, não mais que isso. Depois há sempre um dia que vai fazer com que todas essas semanas não tenham passado de uma mentira. E quando conto a alguém alguma das minhas "aventuras" as pessoas acham que tenho uma vida muito interessante. Não sabem a "inveja" que tenho da vida pacifica e monótona que têm. Não é aquele tipo de inveja má, do tipo; quero ter o que tu tens. Não. Eu não quero o que ninguém tem. Só queria ter paz!
Mas passados 41 anos de vida há dize-lo, eu devo ser muito burra por ainda achar que, um dia, vou ter uma vida normal de gente normal.
Ou será que a vida de toda a gente é uma fachada? Será que acontecem coisas estranhas a toda a gente e ninguém conta? Será que afinal eu sou só mais uma? Será que a vida de toda a gente é, por vezes uma mentira?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É SEMPRE ASSIM!

Agora que , practicamente, já tinha mandado o trabalho de agente de viagens às couves e tinha decidido fazer uma pós graduação em Tour Guiding que me ia dar acesso ao exame nacional de Guia Interprete...

Agora que já tinha decidido perder o amor ao guito ( Deus sabe como isso me doi!) e pagar 2200 Eur...

Agora que ia, finalmente, ao fim de 17 anos, enfrentar a fera ( o meu prof de Francês) e fazer o exame de guia...

Agora...

Arranjei emprego!

E onde???? Numa agência de viagens....árabe...

Sim, depois dos moldavos, os árabes!

Os outros eram da Mafia. Espero que estes não sejam da Al Qaeda!

Meu Deus!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

AMIGOS AMIGOS

Quando tinha 28 anos conheci alguém que se viria a revelar uma das maiores desilusões da minha vida, senão a maior. Para uma mulher, ser desiludida por um homem, é algo que, mesmo que intimamente, já esperamos. Já por uma amiga....é algo doloroso, muito doloroso. E é disso que estou a falar. A L. era tipo, a minha irmã. A gaja que todas queremos ter como amigas. Saíamos juntas vezes sem conta. Eu contava-lhe a minha vida, ela, a dela. Apoiei-a muitas vezes, ofereci-lhe a minha casa, a minha familia, porque os pais dela eram testemunhas de Jeová e não apoiavam o modo de vida que levava. A Leila foi uma rapariga que, digamos, começou a viver muito tarde. Aos 27 anos foi viver sozinha e perdeu a virgindade com alguém que a viria a trocar pela melhor amiga. Começou a fumar aos 30 anos numa passagem de ano em que, também curtiu com dois gajos na mesma noite e acabou na cama com um! Muito nos rimos nos meses seguintes a recordar essa passagem de ano. Ela só reparou nos dentes podres do primeiro gajo quando recuperou da bebedeira que tinha. Quando se deu conta do hálito horrivel da criatura, deu-lhe imediatamente com os pés e saiu em busca de nova conquista. Cada vez que saíamos à noite, se conheciamos alguém, acabava na cama com ele. Negava sempre, mas mais tarde acabava por se descair numa conversa qualquer. Era muito, muito divertida!
Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais carente. Eu casei, outras amigas também, mas mantivemos sempre o contacto umas com as outras. Foi viver com um traste dum homem que a tratava mal. Otária, comprou-lhe um carro, apesar dos nossos conselhos para não fazer tal loucura. Mais tarde veio a descobrir que a traia. Ele saiu de casa e ela ficou a pagar o carro durante ainda 2 anos.
Passado pouco tempo foi viver com outro gajo. E foi nesta altura que tudo aconteceu. A primeira desilusão que tive , foi quando lhe pedi ajuda para o meu irmão (ela é advogada) . Ele não quiz ajuda de borla e fez questão de lhe pagar. Passou-lhe um cheque que ela levantou sem nunca ter feito absolutamente nada para lhe resolver o problema. Ele teve que procurar outra advogada.
Foi uma fase horrivelda estória da minha vida; o meu divórcio. Os meus pais diziam que se eu saísse de casa não me queriam em casa deles. Era uma vergonha para a familia! Um divórcio, que horror! Eu tentava aguentar até não poder mais. A L.dizia; "vem para minha casa. Já falei com o Paulo ele não se importa. És bem vinda. " Recusei sempre. Ainda tinha esperança de obter o apoio dos meus pais. Mas chegou a uma fase em que se tornou impossivel de aguentar. Comecei a levar tareia. Aí resolvi aceitar. E foi então que....enfim...
Fui para casa dela. Ora o que é que eu esperava ? É obvio que não esperava ser acolhida por tempo indeterminado. Mas esperava que me acolhece, pelo menos até os meus pais cairem em si e me quererem com eles. O que certamente não seria por numa semana que iria acontecer. Mas foi o que a ouvi dizer ao namorado quando cheguei. Que eu ia ficar com eles durante uma semana. Enfim, pensei que teria que dar a volta aos meus pais rapidamente senão ficava na rua. Para a minha casa não podia voltar senão o Ogre espancava-me. Nessa altura eu trabalhava, e de seguida ainda ia dar aulas de Ingles a duas alunas. Nos restantes dias que sobravam ia ao ginasio. Ora bem; ela começou a dizer que eu saia de manhã cedo e só chegava muito tarde, tipo 10 da noite. Que nem jantava com eles e que o Paulo já dizia que eu devia ter outro gajo na minha vida. E ela achava que não estava certo, estar a dar-me guarida para depois o meu marido lhe ir pedir contas por estar a encobrir um adulterio! Fonix! Até me passei! Fui para casa dela numa segunda feira. Na sexta estava de saída. O Paulo tinha ido para fora na quinta feira e tivemos uma conversa. Ela disse-me que de certeza que eu tinha alguém ( não tinha!) e que era vergonhosa a forma como eu não conseguia ficar nem um mês sem sexo! Ela, L, tinha ficado um ano sem sexo antes de conhecer o Paulo! Meus senhores, nem lhe respondi, tal foi a minha surpresa perante aquela declaração. Nem que fosse verdade ela tinha o direito de me condenar! E não era, pois eu sabia através de amigos comuns que ela passava a vida na net e se fartava de sair com gajos. Ah e disse-me que o Paulo não me queria mais lá em casa! Pois como é obvio, saí de casa dela e, graças a Deus, os meus pais acolheram-me. Tive a sorte de o meu irmão ter vindo a Lisboa nessa altura e estar em casa deles. Deu-lhes a volta antes de eu chegar. Ainda levei na cabeça por ter ido para casa de alguém que não me era nada. E a verdade é que não me era mesmo nada, por muito que me custe admitir. A ultima vez que a vi foi quando me encontrei com ela para me devolver um casaco que tinha esquecido lá em casa. Nunca mais a vi. Já lá vão quase 7 anos. Por vezes, quando vejo fotos dos anos em que fomos amigas, tenho saudades e penso, como foi possivel?