quarta-feira, 13 de julho de 2011

DOS HOMENS, DO FEMINISMO E DO AMOR INCONDICIONAL


Tenho vindo a observar, nestes meus, quase, 43 anos de vida, que a criatura " homem", tem vindo, cada vez mais a encostar-se às mulheres. Pode até dizer-se que fizeram de nós, ou tentam com as que de nós deixam, suas criadas. 
Senão vejamos; nós, mulheres, a não ser que optemos pelo celibato, continuamos a ter o trabalho da casa, dos filhos e, da nossa profissão. Se optamos por ficar em casa e sermos como as nossas mãezinhas, temos que ter muito cuidado com o espécime que escolhemos para viver, pois, se se dá ocaso de a coisa dar para o torto, somos nós que ficamos a braços com os miúdos e a pensão de alimentos. Ou então levamos com um casamento falso para o resto da vidinha. 
Ou seja, com esta história da libertação e igualdade, nós ficámos a perder. Talvez a próxima geração já seja diferente. O meu filho, já não vai ser como o pai dele, pois  faço questão que respeite o trabalho da mulher e a trate como igual. O que implica, fazer o mesmo trabalho que ela,  em casa.
O facto de nos termos tornado independentes  e sem necessidade deles ( homens) para nos sustentar, deu resultados surpreendentes. Muitos deles, acham, agora, que podem encontrar uma ótariazita que os sustente. Tenho vários exemplos à minha volta.  Mulheres sós e carentes ficam à mercê de bestas quadradas que as iludem e seduzem com conversa floreada  bordada a poesia de cordel. 
Porque nós, mulheres, mudámos sim, mas não assim tanto. Continuamos a ser as parvinhas românticas que acreditam no amor incondicional de um homem para connosco. Incondicional??? Incondicional quer dizer sem condições, certo? O que implica que seja o que for que o outro faça, nós continuaremos a ama-lo da mesma forma e com a mesma intensidade. Parece-me mais, aqui, ainda acreditar no pai natal. Não digo que não aconteça.Acontece e existe. Também já vi acontecer. Mas é raro, tão raro..... Amor incondicional, temos pelos nossos filhos. Pois mesmo que um dia se tornem serial killers, para mim serão sempre os bebés que embalei, amamentei, abracei, senti o toque. Enfim. Tudo o resto é treta, tanga, floreados sem sentido.
Não tenho nada contra as feministas radicais. Mas não será o caso de pedir a Deus, um transplante de alma para as que  de nós se emanciparam só na sociedade e não no espirito?