sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2012

2012 está quase no fim e bem posso dizer que foi o ano que mais lições de vida me deu. Posso mesmo fazer  pequena listinha das coisas que aprendi. E posso até dizer que nunca mais serei a mesma gata depois deste ano.
Aprendi a ver o mundo de outra forma. Nunca me tinha apercebido que nada, mesmo nada,  neste mundo é cor de rosa.
Aprendi que as pessoas não gostam de ver o sucesso dos amigos. Há excepções e eu tenho, algumas de que me orgulho. Pelo menos esta lição serviu para eu saber quem é, de facto, meu amigo. Regra geral as pessoas são más, invejosas e se puderem dificultam-nos o acesso a meios que nos podem facilitar a vida. Principalmente se nos conhecem. Se já foram nossos colegas não vale nem a pena pedir ajuda. O lema é " não hás-de chegar mais longe que eu." É triste. E logo eu que nunca quis ser dona de nada. Abri a empresa por pura necessidade. Uma questão de sobrevivência  mesmo. E, claro, tenho que sonhar alto. Não pode ser de outra forma caso contrário sou apenas mais uma, e a concorrência é grande.

Aprendi que nunca vou estar sozinha. A minha família vai estar sempre aqui para mim. 

Aprendi que há tanta coisa mais importante que aquilo que eu achava que era imprescindível.

Aprendi a vencer as dificuldades e a construir aprendizagem com os fracassos.

Aprendi a controlar os meus sentimentos. E esta foi a aprendizagem que mais equilíbrio me veio trazer. Mas também me tornou mais fria. Aprendi da pior forma. Perdendo o controle. Sofri por não poder tornar viável o que na altura queria. Racionalizei o que deveria ser irracional. Reflecti e revivi situações que me haviam tornado a vida num caos num passado não muito distante e conclui que de forma alguma queria isso de volta na minha vida. Finalmente, out of nowhere,  tornei-me insensível ao sentimento de outros. Por um lado esta transformação tornou-me equilibrada. Agora sou capaz de, simplesmente não sentir. O que é bom porque me dá o poder de controlar a minha vida sentimental como nunca antes.

Aprendi que gosto muito mesmo de estar comigo mesma. Tornei-me boa companhia. O que faz com que, provavelmente outros gostem, também de estar comigo.Afinal, sempre fui muito exigente.

Aprendi, embora soubesse já, mas  na prática, que estamos sempre, sempre a aprender coisas novas.

Coisas que NUNCA mais me vão acontecer:

- Nunca mais vou ter um homem em casa a deixar roupa espalhada no chão da casa de banho, a deixar loiça suja na cozinha, a pedir-me dinheiro e nunca mais pagar, a deixar comida espalhada pela sala.
- Nunca mais irá existir NO MUNDO um homem capaz de me fazer chorar
- Nunca mais me irei deixar manipular por gajo nenhum
- Nunca mais na vida irei contratar ninguém para me fazer um site
- Nunca mais irei pagar a um Webdesigner para me fazer NADA
- Nunca pagarei por publicidade na internet


E pronto, este foi o meu ano de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O CASO DA RECEPCIONISTA ATRÁS DOS CORTINADOS


Decididamente sou mesmo daquelas pessoas a quem tudo acontece.
Podem existir pessoas que passam pela vida pacificamente sem que nada lhes aconteça de extraordinário. Outras há que têm uma vida deveras emocionante, porque assim o escolheram e outras ainda que, mesmo ficando quietas, a vida encarrega-se de lhes encher os dias de emoção. Pertenço a este terceiro grupo.
Quem tiver duvidas pode ler este blog desde o inicio.

E continua…

Este ultimo capitulo começa com a minha ida a Cabo Verde para dar inicio  a um projecto entre a minha empresa recém formada e um operador turístico cabo verdiano fornecedor de serviços no terreno. Uma ideia concebida por mim e um colega da área. Ambos convidámos este operador turístico para ser nosso fornecedor.

Logo para começar, o dono do operador, Mr. A,  havia dito que eu iria ficar numa casa vazia na ilha do sal, pertença de um dos sócios dele. Qual o meu espanto quando, ao chegar, vejo que afinal ele mesmo, iria ficar no mesmo apartamento que eu….huuummm. Ou seja, passei os  3 dias que estive no Sal, a fugir do assedio do gajo. Dormi com a porta fechada à chave, vestida e fingi não entender as indirectas.  Enfim, manobras de diversão.

Quando finalmente voei do Sal para a Praia, ia extremamente feliz, pois ia ficar num hotel. Um quarto só para mim. Poderia dormir nua se me apetecesse! 
Pois bem, à chegada, fiz o check in e levei as malas para o quarto.
Mr. A, convidou-me para jantar mas recusei gentilmente dizendo que não tinha fome. Assim que ele basou, perguntei à recepcionista a que horas fechava o restaurante e se já tinha fechado. Ela disse que ainda estava aberto mas era melhor eu ir já. Fui. Comprei uma sandes e um sumo e voltei a subir. 

Quando cheguei vi que tinha deixado a porta encostada. Entrei. Enquanto tentava fechar a porta falava sozinha:

“ Uau, finalmente só! Nem acredito! Um quarto só para mim! Fonix esta merda de porta não fecha! Raios parta isto!” 

Nessa altura comecei a sentir algo estranho nas minhas costas. Como se alguém me observasse. Então, fui em direcção à varanda e, quando tentava abrir a porta da mesma, toco numa coisa. Numa coisa não! Em alguém! Atrás dos cortinados estava a recepcionista. Dei um grito e um pulo para trás:
“ O que raio esta você a fazer aqui ? Atrás dos cortinados?”
“ Já jantou? Tão rápido? Tava só a ver se o comando da televisão funcionava”
“ Atrás dos cortinados? Ponha-se daqui pra fora! E NUNCA mais faça isto”
A gaja saiu e eu…nem queria acreditar! Fonix!!!
Nessa noite dormi com a mesa de cabeceira encostada à porta do quarto.

No dia seguinte fiz queixa dela ao director do hotel que a despediu.

Ah poize, senhores ouvintes!

Nos dias seguintes dormi com a mesa de cabeceira encostada a porta. Não fosse sofrer represálias dos colegas.

Enfim…

Estarei condenada a viver neste stress constante?
Agora estou em Cabo Verde de novo.
Até hoje…tudo normal.

E não!Eu não me ponho a jeito!

Normal é ficar num hotel quando se viaja, certo?
Anormal é uma recepcionista esconder-se atrás dos cortinados para nos roubar.
Não teve tempo para roubar nada.
Num país que vive do turismo, única industria que tem, normal seria que os funcionários da hotelaria tivessem formação.
Right?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

OS HOMENS PREFEREM AS SONSAS

Porque as ditas " betas "  dos anos 80 e 90, são, afinal, um mito urbano.
Na realidade nunca existiram. Existiram sim, as sonsas.  Meninas bem comportadas, que sabem estar e frequentam lugares ditos "de gente bonita" . Leia-se,  lugares inn, tipo, a discoteca do momento, ou aquela festa algravia super badalada. Os " betos" ( sim, existe na versão masculina)  lançam-se na conquista de um desses espécimes, que funcionam como trofeu e exibem perante os da mesma classe.  É o que resta da antiga " mulher para casar e construir prole".
Esquecem-se que na sociedade actual, somos todos iguais. Ou seja, procuramos fora o que não temos em casa. E as mulheres, continuam a gostar do celebre estereótipo do James Dean, bad boy com ar de fora da lei e de saber concretizar todas as nossas mais loucas fantasias.

Isto tudo para dizer o quê?  As sonsas são, por natureza, interesseiras. Por isso frequentam os locais mais inn, por isso vestem sempre a ultima moda, por isso andam sempre à caça. E por isso mesmo os betos frequentam, eles também, tais locais.  Sabem que lá existe esse tipo de mulher, linda, bem cuidada, que a sua mãezinha, também ela uma sonsa, vai adorar. Como o bicho homem é por natureza burro, credulo e convencido, cai que nem tordo na canção que a  bandida lhe sussurra aos ouvidos. Esperta como é, fa-lo sentir o rei do seu mundo. O mais charmoso, o mais bonito, o mais poderoso. E pimba! Já foste!

Nós as mulheres, somos muito ardilosas. Quando queremos dar  o golpe num homem, ele tá tramado. E uma mulher gananciosa....ui...ui, sai debaixo!  E depois, claro...como o que eles querem é uma bonequinha bem tratada...estão feitos.

Só que ninguém se satisfaz pela metade e daí este tipo de gajo acabar sempre com a testa enfeitada. Regra geral são muito, muito mauzinhos na cama. Por isso nunca poderiam ter como esposa / namorada, alguém que fosse mais ousado que eles. Falo-ia sentir-se inferior. E mesmo que tivessem uma Mulher mais ousada, seria sempre de passagem. Não têm andamento. " Quê, sexo mais que uma vez por semana? És tarada ou quê?"

Pois...

Elas como sonsas que são e não se satisfazendo pela metade, vão em busca do bad boy, James Dean style. O tal com quem nunca casariam porque, coitado, não tem onde cair morto, mas que e bom todos os dias..noites e horas de almoço.O tal que as vira ao contrario e as faz gritar pela mamã. Ah poize, porque no fundo, very deeep inside, quem não parte um copo são os betinhos.Elas...elas partem a  loiça toda. Hardcore primeiro escalão.

Mas voltam sempre para o beto.
Claro.
A imagem é tudo.
E casaram para ter uma vida estavel. 

Haja estomago!
No fundo admiro-as.
Eu não era capaz!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

...dasse!!!

Ai ai...
Homens.!. Não mudam e acham que podem enganar uma mulher.
Existem mulheres burras, que já nasceram assim, e existem mulheres que emburreceram com o passar dos anos. Acontece. Conheço casos. Cegaram por qualquer motivo, geralmente ( raridade), homens mais espertos que elas.

Os homens não entendem que a maior parte das vezes em  que uma mulher lhes parece burra, não o é de facto. Apenas se finge como tal. Chama-se dissimulação.E aplica-se nas alturas em que a mulher não se quer aborrecer. O homem sai vitorioso pela sua conquista de espaço, pensando que a parvinha engoliu a mentira, mas na realidade, a  mulher está apenas a apontar naquele cantinho  do seu cérebro " mais esta!". Há de chegar o dia em que o saco está tão cheio que não cabe nem mais um " querida meu amor, vou só ali comprar tabaco".
Ah pois!
Mais...os homens não aprendem, mesmo depois de já terem passado pelo mesmo. Existem homens que passam uma vida sem conhecer a mulher com quem estão. Pensam que ali jaz uma totozinha, quando na realidade são diáriamente manipulados por aquela cabecinha inocente. Que inocentes são eles.

Sinceramente, tenho pena de fazer parte deste grupo de mulheres que de burras não têm nada. Gostava de ter nascido burra. De nunca ter evoluído. Mas porque é que eu estudei????!! Porque é que eu não nasci cigana ou africana dos confins da floresta???

As pessoas burras são felizes. São!!! Não sabem, nem nunca vão saber que não existe mais que aquilo que lhes dão a conhecer. Como podem desejar o que não sabem que existe?

Mas não...eu tinha que nascer na Europa, ainda por cima num país de latinos corruptos e políticos burros e sem escrúpulos. Tinha!!!! E tinha que nascer mulher e ainda por cima com inteligência suficiente para saber quando me fazem o ninho atrás da orelha.

Obrigada universo, por esta oportunidade de aperfeiçoar o  acto de encher o saco.
Na próxima encarnação não quero reencarnar.
..dasse!!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

FETICHE

Estou extremamente comovida com certas pessoas que existem, ainda em pleno sec XXI.
Numa época em que o egoísmo e egocentrismo são imagens de marca, existem alguns grupos na sociedade portuguesa e noutras que tais,  em que determinadas  pessoas se preocupam deveras com partes do corpo de outras.
Toca-me o facto de existirem criaturas  que se preocupam com o cu de outras e o uso que estas lhes dão.
Acho incrivel que existam artistas que façam  musicas que insultam outras pessoas por estas gostarem  de dar uso diferente a esta parte do corpo. Eles usam-na apenas para necessidades fisiologicas, e acham um abuso que existam outros que lhes dêem uso diferente. Preocupam-se deveras com o traseiro dos outros. Embora não perceba o porquê deste fascinio que nutrem pelo cu alheio, não posso deixar de sentir preocupação por estas pessoas.

É um fetiche, só pode ser.

Senão vejamos: o cu não é deles, não são eles que o usam, não têm qualquer direito legal sobre ele, nem sequer são obrigados a ver, então porque raio lhes faz espécie só o facto de  saberem que esse cu é usado de forma diferente?  Expliquem-me!  Não consigo atingir. Serei burra? Não me parece.

O mesmo se passa em relação às partes intimas femininas. Não me causa qualquer prurido o facto de saber que certa pessoa usa de forma diferente da minha, o seu corpo. Não é o meu!!! Eu não mando nela! Nem quero. Tenho mais com que me preocupar.

O que me leva a tirar daqui várias conlcusões:

- Quem se preocupa com o cu  ou outra parte alheia, certamente não tem mais que fazer na vida, pois se tivesse, decididamente não andaria a espalhar homofobia pelo planeta.

- Quem se dá, até, ao trabalho de fazer letras de musicas incitando ao odio e à homofobia,  tem inveja e gostaria que lhe dessem o mesmo uso ao seu proprio trazeiro. Não é possivel construir um ódio tão grande por pessoas se não estiver por tras uma grande dose de inveja.

-  É doença! Não é possivel que alguém se dedique tanto ao estudo do cu alheio, sem que haja por tras :-)) uma obsessão mórbida pelo dito. Desculpem, não é possivel!

E francamente, há que ter vergonha, pois passar de agressor a vitima em poucos dias....Sizzla, não enganas ninguém amigo...preto homofobico? Tá bem tá!!!! Quer dizer, um gajo que devia, ele mesmo, lutar contra a descriminação, pela cor da sua pele...!Humm... Ainda te vamos ver no Principe Real!




quarta-feira, 28 de março de 2012

PAIXÃO OU UM ESTADO FÍSICO EM ESTADO DE ALMA


A paixão por alguém,cega, emagrece, faz caminhar nas nuvens. É tão bom!
Não é possível, biologicamente,  viver em paixão constante, permanente. É humanamente impossível. Está provado cientificamente, que é totalmente inviável alguem viver assim.
E no entanto, é um estado de alma tão, mas tão...elevante...
A paixão trás-nos em constante  ansiedade; as horas a que vamos ver o outro, os minutos que estamos separados. A mera recordação daqueles olhos, daquela boca, leva-nos a sentir mais do que é possível as mesmas sensações  de  quando estamos juntos. É um fogo que nos queima... O sexo tem todo o peso numa relação de paixão pura. A vida gira em torno do momento em que te vou beijar, abraçar, sentir-te, sentir o teu cheiro, a tua pele...o teu corpo no meu...
É um estado doentio. Como se o outro fosse a nossa razão de viver " se me deixas morro" , " és a minha religião" . Enfim...tudo elevado ao expoente máximo do desejo. A minha razão de viver és " tu", e tudo o que me fazes sentir.
A paixão, cega-nos. Leva-nos a um estado tal, que o que vemos pode até nem existir. Mas  tudo faz sentido quando estou contigo.

É perfeitamente perceptível a  outras pessoas o estado de paixão de outras duas. A energia que gira em torno de duas pessoas em estado de paixão, é tão pesada, tão quente, tão densa, que só os olhares trocados entre os dois podem provocar calor no publico mais atento...é surpreendente e absolutamente impossível não sentir, o calor, a atracção....o fogo que emanam.

Somos invadidos por uma quantidade de sentimentos contraditórios.  O nosso espírito confunde-nos, o nosso corpo derrete-nos, a realidade  desvanece-se e só existes tu para mim. Como foi possível existir até este momento sem ti? Sinto o teu cheiro até na tua ausencia, ficáste no meu olhar, na minha pele, nos meus sentidos, no meu corpo!  Como é bom!!!!

E a ausência do outro mata-nos. Deixamos de comer, de dormir, deixamos de nos viver. Porque não é possível viver sem ti. E só de saber que respiras o mesmo ar que eu...e só de saber que este sol também te queima, que a tua  lua é a mesma que a minha...
E até desejamos, não querer tanto, não desejar tanto, mas ao mesmo tempo queremos  querer tanto assim, desejar tanto assim, sentir tanto assim! Não te quero mas desejo-te. Não desejo desejar-te mas quero-te além do limite do que é querer e sinto para além dos meus sentidos um desejo imenso inigualável...mais...muito mais até, do que digo sentir.

 E ...é bom que não vivas  sem mim, porque não quero viver sem ti. Sentimento obsessivo de posse! E até essa obsessão doentia sabe bem. Porque só quero pensar em ti, mesmo que não o queira.Porque só te quero amar, mesmo que não to diga. Porque só tu me preenches e sem ti não sei ser.  Que doença!

Não é boa a paixão. Mas a vida não seria a mesma se não a tivéssemos experimentado pelo menos uma vez.

Quando acaba, fica o amor. Aquele sentimento que nos faz querer bem ao outro, mesmo que ele viva sem nós. Aquele sentimento bonito que nos faz desejar até, estar com a outra pessoa mesmo com os seus defeitos, que acabamos por aceitar e  gostar.

O amor alimenta-nos a alma, pacifica-nos, faz-nos ver a vida a dois, como um todo. O outro é um ser independente de mim, não é parte de mim. Estamos juntos não porque somos iguais, mas porque as nossas diferenças fazem sentido juntas.

 Podemos amar uma vida inteira e ser realmente felizes sem ansiedade nem obsessão.

O amor não mata. Constroi. Alimenta. Liberta-nos.

Mas a paixão queima!
Sentimento destrutivo, construtivo, obsessivo. Quente. Doentio. Ardente.Desgastante...Inigualável!!! Que nos faz sentir vivos e nos mata!!!
A Paixão é nada mais nada menos que,
Um estado físico em estado de alma!
Tão bom!

segunda-feira, 26 de março de 2012

BEIJO

Ha alguns anos falei aqui mesmo neste meu magnifico espaço ( magnifico, sim, quem não gosta não lê! ), na importância do beijo numa relação.

Dei o meu primeiro French Kiss, aos 13 anos. Antes disso eram só  aqueles beijinhos inocentes do bate o pé.  Foi uma experiência algo perturbadora, pois se, por um lado me despertou a libido, por outro deixou-me completamente lambuzada. O pobre tinha a mesma idade que eu, por isso a experiência não era muita. Isto no inicio dos anos 80. Hoje em dia, acredito que os meninos e meninas já nasçam com esse dom.  Só tive um beijo potente, daqueles mesmo de me deixar sem ar, de me levar a ver estrelas, tinha eu  14 anos. Por isso passei um ano  a ser lambuzada e a perguntar-me a mim mesma se aquilo era  tudo o que havia.

O beijo, é quanto a mim um dos factores mais importantes numa relação. É por aí que tudo começa. Não é possível pensar que  gostamos muito de uma pessoa,  mas  a pobre não saber  beijar. Beijar é coisa que não se ensina. É um dom, um feeling, um je ne sais pas quoi, que  já nos nasce entranhado. É uma coisa física mas tem que ser dado com alma, senão, soa a falso.

Já perdi uma oportunidade de escalada social porque a criatura em causa beijava sem língua.Aquilo era tipo, pinar sem haver sexo, se é que tal é possível.  Era um rapaz encantador.Era giro, sexy e rico. Tinha tudo para fazer uma mulher feliz. Mas beijava sem língua.E tratava-me por " a menina, você" Fonix!  Estão a ver o que é estarem com alguém que vos diz " a menina não quer vir aqui mais para o pé de mim? " ou "  tem a certeza que não se quer despir?" . Pois... quando eu  já estava mesmo a pensar que seria boa ideia despir-me, apesar da "menina" eis que ele me beija! E pronto, lá se vai a vontadinha toda. Aquela coisa só de lábios, sem conteúdo, só saliva...bahhh... um beijo incompleto. O que me levou a pensar, " o que será que ele faz mais, sem língua?"

Definitivamente NÃO!

Estão a ver. Por isso é que digo que não tenho estofo para ser puta. Podia ter tido uma vida magnifica. O homem era podre de rico. Podre!!! E tinha uma casa ao pé da praia. O sonho de qualquer gaja que se preze. Ainda por cima morreu novo. Ataque cardíaco. Por esta altura eu seria uma tia que viveria dos rendimentos.
Feita estúpida troquei tudo por um beijo.
Um beijo que não foi só um beijo.
Um beijo que significa noites quentes e dias coloridos.

Afinal como seria a minha vida só com o verde das notas?
Nem o azul do mar da varanda da minha casa teria o mesmo gosto que tem agora a autoestrada ali ao lado.
O que há de melhor do que acordar de manhã e ver as cores do céu, sentir o calor do sol, tudo colorido por um longo, sexy, beijo molhado dado com toda aquela coisa física da alma? Nada pode ser melhor que saber que os dias passados nesta encarnação irão ser pontuados de liberdade e beijoquice.

Muita, muita beijoquice.

sexta-feira, 23 de março de 2012

EXPLICAÇÃO CIENTIFICA DA FALTA DE ENERGIA MASCULINA

Já há uns anos que me dou conta que nós mulheres temos muito, mas MUITO,  mais energia que os homens. E quanto mais falo com outras mulheres sobre o assunto, mais me convenço, que é verdade. Não, para aqueles que me conhecem pessoalmente, não sou eu que sou hiperactiva, são os homens que são umas lesmas.
Lendo livros antigos e vendo filmes de época, a impressão que me dá é que nós mulheres, evoluímos, como convém à espécie humana,  e eles, homens, retrocederam. Só pode. E tudo isto aconteceu em menos de um século. Sempre pensei que fossem precisas centenas de anos para que se notasse alguma evolução ou retrocesso em qualquer espécie animal. No caso do bicho homem foram apenas algumas décadas.

Há menos de um século, os homens eram donos e senhores da casa de família. Eram eles quem traziam o sustento para casa e era absolutamente inadminissivel  que a esposa trabalhasse. Ficavam deprimidos se não conseguiam ter este papel  mas, nem assim, a senhora trabalhava. As mulheres não podiam votar, não podiam viajar sem consentimento do marido, enfim...todas sabemos o que o nosso género passou ainda não há muito tempo. Com a evolução dos tempos as coisas foram mudando. Mas lembro-me que, há menos de 40 anos, os homens deixavam, sim a mulher ter uma profissão, mas era inadmissivel que ganhassem mais que ele. Nem pensar! Que vergonha!  De alguma forma, tenho pena que esse modo de pensar não se mantenha hoje em dia. A espécie "homem" sofreu um grande retrocesso na sua evolução e penso que esse facto se deve à falta de motivação. O facto das mulheres se terem revelado capazes de trabalhar  e serem boas profissionais ao mesmo tempo que são boas mães,  boas donas de casa e boas amantes, levou a que o pobre espécime fosse perdendo o seu elan vital.
Hoje em dia o bicho homem, pobrezinho, cansa-se facilmente. Depois de um dia de trabalho, que muitas vezes nem  8 horas chega a ter, ao pobre, só lhe apetece dormir. Precisam de dormir a sesta. Coitadinhos. A seguir ao almoço eles têm que dormir a sesta! Repôr baterias. Acordam já cansados, são incapazes de fazer duas coisas ao mesmo tempo e pensar em várias enquanto as fazem. Não cabe na cabeça de um homem que é possível dar banho aos filhos enquanto o jantar se faz. Não cabe na cabeça de um homem que se as suas roupas não se engomem sozinhas. Muito menos, coitadinhos, são capazes de pensar que depois de tomar banho haja a necessidade de arrumar a roupa que fica no chão.
O que me faz mais confusão no retrocesso deste género é a falta de ambição que tomou conta deles. Ou seja; se  o que a minha mulher ganha é  suficiente para nós, nem preciso de me preocupar em querer ganhar mais...capice?!  Mas há pior, estes ainda com um lack of self esteem mais preocupante: se tenho quem me sustente para quê procurar emprego? Lets live of poetry!
E, estranhamente há aqueles que trouxeram do  passado a lamechice crónica feminina tipica da época trovadoresca " não me dás atenção, só te preocupas com o trabalho, eu também sou gente! " Meu deus!!! MEU DEUS!!! O que é isto???? Onde é que nós estamos? Onde está o orgulho masculino??? Queremos HOMENS meus senhores! HOMENS que nos tratem como mulheres e não como maezinhas! Queremos amantes que nos fodam, não coisinhas sem sal com falta de amor próprio e carências sem sentido.

Será que isto se passa só com o homem português? É porque se é assim, então a culpa é do Salazar. Se o cabrão do gajo nos tivesse deixado entrar na 2ª,  guerra esta merda agora era diferente.O problema da geração a seguir à do meu pai, é sem duvida falta de tomates! Nasceram sem tomates porque a geração anterior não gerou testosterona suficiente.Todos sabemos que a  agressividade, aquela  coisa de macho, homem, gajo, vem dessa substancia. Ora, como os nossos pais não a produziram na queca que lhes deu origem, saíram todos uns frouxos!!!! Aí está!!!  Eu sabia que havia uma explicação cientifica.

É por isso que gosto de escrever.Os pensamentos ganham lógica e tudo passa a fazer sentido.

quarta-feira, 21 de março de 2012

LAMECHICES E AFINS

Odeio lamechices.
Aquela cena do inho...amorzinho,  chazinho, beijinho...bahhhh!!
E outras que tais, que só me dão vómitos.
É pá, peço desculpa mas essa coisa do inho, tira -me a pica toda.
Que se tenha de vez em quando uma manifestação de afecto mais acesa com a nossa cara metade, ainda vá, agora constantemente, inho para cá inho, para lá... que enjoo!
Tem algo de incestuoso uma relação assim. Quase como os casais de antigamente, filha para cá filho para lá. Filho?? Que é isto?

Faz-me confusão aqueles relacionamentos baseados neste tipo de linguagem. Os amuos constantes, característicos de quem usa este linguajar: se por um acaso um se distrai mais um pouco e  não dá a atenção habitual  ao outro; " ai porque nem sabes como eu gosto do café" ou " há duas horas 3 minutos e 20 segundos, que não sei nada de ti". Fonix como é que é possível viver nesta pressão constante?
A pressão de saber, se o outro pensa, em nós se não pensa, o que pensa, se ainda pensa no/a ex....dassee!! Há paciência para isto em pessoas adultas? Relações doentias, obsessivas..

Nem consigo sequer entender como há sexo em relações destas. É possível ter vontade de pinar com uma pessoa que vai passar o tempo todo a chamar nos amorzinho?  Como??  Não me estou a imaginar em pleno acto e de repente a outra pessoa sai-se com um  inho!

Sexo é suposto ser uma coisa sensual, cheia de erotismo. Onde está o erotismo de um qualquer inho sussurrado ao ouvido em plena queca? Onde???!!!

Imagino como será uma relação dessas. Imagino duas pessoas em pleno acto e de repente " ai amorzinho, dá-me com o teu pauzinho! " O que é isto pá? Isto existe??? Fonix! Pauzinho??? Já agora pilinha, vá!

Por amor da Santa!!! :-)))




terça-feira, 20 de março de 2012

DONT FUCK MY LIFE, I CAN DO IT BY MYSELF

Já  cansa esta cena das greves. Fonix! Cansa como o raio!

Não é que não concorde com as reivindicações, subscrevo a 100% ( nalguns casos), o que me  deixa mesmo fucked up é o facto de já estar provado, mais que provado que FAZER GREVE NÃO RESOLVE NADA!

Toda a gente sabe que quando se faz greve, não se recebe. Fala-se, aqui de pessoas a quem já foi cortado o subsidio e férias e o subsidio de Natal. Não trabalhando, vão perder mais dinheiro. O país que precisa de rentabilidade vai perder dinheiro. E não vão resolver nada! Vamos todos ficar a perder mais ainda.

Não entendo, juro que não entendo. Noutras cirucunstâncias entenderia, nestas não.

Concordo que alguma coisa precisa de ser feita, mas alguma coisa radical. Peguem fogo à assembleia da republica. Os bandalhos que para lá andam são todos farinha do mesmo saco. Este país não tem salvação. Tragam a monarquia de volta. Haja alguém que ame este país de coração. Alguem que olhe que tenha nascido com Portugal nas veias, que lhe corra no sangue. Os parvalhões que governam  só sabem coçar para dentro. É doloroso ler o diário da républica e ver as nomeações, os ordenados e os subsidios.Saber o que se passa na assembleia, saber como nos comem nos impostos. As despesas as viagens, tudo. NÃO DÁ MAIS!!!

Por isso, gente deste país, não afundem mais do que já está, este jardim à beira mar plantado. Se querem fazer asneiras, façam - nas bem feitas, já dizia alguém que muito admiro. Se é para fazermos merda, façamos merda a sério. Arrasemos com eles. Levemos a tribunal quem nos pôs nesta situação. Já houve quem o fizesse na Europa. Porque não aqui?

E tenho a certezinha absoluta que mesmo que um dia a extrema esquerda chegue ao poder, vai ser tudo igual. Não há diferença.

Não é com greves e manifs que lá chegamos. Os gritos entram-lhes por um lado e saiem por outro.
Quem não está bem, que se mude. Diz ele. Pois bem.
Eu não me mudo, mas só peço que me deixem trabalhar.
E com greves não consigo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A MINHA TIA EMILIA

Há muitos, muitos anos...talvez uns 30, tinha uma tia muito velha vinda do Alentejo, que vivia na Brandoa. A Brandoa era, na altura, local  de construções clandestinas vitima do exodo rural..

A velha senhora vivia, na quase civilização que a Brandoa oferecia, pois  tinha mercearias bem recheadas, farmácias, posto médico, um mercado e camionetas que a levavam até Lisboa, Mas a tia Emilia continuava a sua vida como se estivesse, ainda, na vila de Colos ( Baixo Alentejo, quase Algarve). A filha, minha madrinha, vivia com ela, a prima; minha mãe, vivia a 300 metros, e metade da juventude de Colense, havia-se mudado para a Brandoa. Vá lá entender-se porquê. Vivia-se  o pós 25 de Abril. Sentia-se o fervilhar das ideias na cabeça das pessoas, mas havia, ainda, uma certa renitência em as pôr em pratica.  Resquícios do antigo regime. E  nem sempre o que ia na cabeça das pessoas eram coisas bonitas.

Tia Emilia,  velha de 70 e muitos anos, desdentada, buço, lencinho na cabeça, costas arqueadas, bengala de madeira e fado no olhar, teve um dia, uma bela surpresa.

Estava sentadinha no sofá quando o telefone ( maquina dos infernos! ) toca.

- Está lá - grita
- Estou sim -  respondem do outro lado
- Quem fala? - pergunta
- Daqui fala o homem da pixa gorda
- É o quei? - Pergunta  a velha aos  gritos, não acreditando nos seus ouvidos
- Daqui fala o homem da pixa gorda -  Repete o fulano do outro lado
- Ah filho dum cabrão! - tia Emilia aos gritos -  É só isso que t'engorda filho dum cabrão?

Este episódio runs in the familly

Forever and ever.


quarta-feira, 14 de março de 2012

DECISÕES DE PRIMAVERA

Esta semana tomei algumas decisões importantes.

Primeira; vou deixar de engomar roupa.
Cansei-me de passar horas do meu precioso fim de semana rodeada de roupa amarrotada. E mais; depois de a engomar ainda tenho que a arrumar. Chega! Querem lençóis engomadinhos? Vão dormir a um hotel! Pijamas na gaventinha? Então não?! Por acaso passeiam os pijamas na rua, para terem que ser engomados? Ahhh poizé! Meias emparelhadas? Estão dentro do cesto, é só ir lá e escolher. O menino quer a camisinha engomada? A tábua e o ferro são todos seus! Eu cá faço o mesmo se quiser   andar engomadinha. 

Segunda; vou deixar de repor o papel higiénico na casa de banho. Fonix! Que mania que esta família tem de ir à casa de banho, usar o restinho e deixar lá o rolo de cartão vazio. Tinha pensado, já, em colocar um papelinho nos azulejos a dizer;  REPONHA O PAPEL, LEMBRE-SE DE QUEM VEM A SEGUIR. Mas depois pensei que tal não serviria de nada porque eles são preguiçosos por natureza. Então decidi que para além de não repor, também não irei acudir aos apelos deles quando acabarem o servicinho e  virem com ar de pânico que não há papel. Hehehe... já os estou a imaginar pela casa com as calcinhas a meio da perna a correr para  irem buscar o papel....hehhehe. E sim... vou mesmo lá escrever isto no rolo...hhehehe
E aqui a je, vai ter sempre um rolo num sitio estratégico, mesmo à mão de semear.
Ahhh, sou má não sou??? Hehehehe!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

And so it is...

Pois é...

Para que fique devidamente registado;
Serviu a alguém a carapuça de alguns escritos aqui publicados. O que fez com que a revolta se lançasse e denunciassem o meu perfil google.

O que só prova que sou boa costureira, pois se assim não fosse, não tinha ficado tão bem na cabeça de quem se sentiu ferido no seu orgulho.  :-)

Absolutamente incrível :-)))) a forma como piratearam a minha conta. Absolutamente incrível.:-)))

Afinal, apenas relato factos da minha vida... nada mais..



segunda-feira, 5 de março de 2012

ATREVIMENTO FELINO

Como sabem, estes últimos dias deixaram a minha vida num estado caótico!!! Tinha tudo que calhar na mesma altura. O meu evento mais esperado de todos os anos; BTL, e o meu exame final de seguros.  Vá lá saber-se porquê, sou, desde sempre LOUCA pela BTL. Desde os tempos do INP, em que vinha derreada com sacos de propaganda turística. Digamos, que a coisa hoje em dia não é muito diferente. Apenas, agora, já não é só a BTL, mas também a FITUR ( Feira de Turismo de Madrid)

Mas bem, lá estava eu em plena BTL, de conversa com uma ex colega do INP que agora trabalha no Turismo de Portugal. Ela dava-me conta que a minha empresa, precisa de um investimento adicional para eu poder organizar exactamente o tipo de eventos para a qual a criei. E de que na hora da constituição da empresa não me foi dada a informação correcta. Ou seja...mais guito a sair do meu  bolso, para o bolso do chulo das trevas do Estado! E por culpa da incompetência do próprio Estado a dar informações! Como sempre, quando fico nervosa, começou-me a dar uma dor de barriga, uma cólica infernal. Não sei bem o que se passou de seguida pois  guardo   desse  momento apenas uma névoa. Algures na minha cabeça liguei o piloto automático e disse à minha amiga que ia à casa de banho.

E fui.

Ao entrar dou de caras com uma pessoa a olhar para mim com um ar algo espantado, e eu...na boa...continuei o meu caminho em direcção à retrete. Quando me encontrava a cumprir o propósito que ali  me levara, eis que o meu espírito peregrino começa lentamente  a voltar ao corpo. E começo a ouvir tossir. Pensei cá para mim; "Fonix, que estas gajas têm a voz grossa!". Mas depois lembrei-me da pessoa que olhara para mim momentos antes. Era um homem. E pensei " meus deuses, querem ver que estou na casa de banho dos homens? Querem ver que vou sair daqui e deparar-me com urinóis? " E assim foi. Ao abrir a porta da casa de banho, deparei-me com um corredor de urinóis...com homens.

Bem, pensei eu, mais vale fazer de conta que é a coisa mais natural do mundo. E lavei as mãos,  com os senhores engravatados ( era o primeiro dia da BTL, profissionais, only) , a olhar para mim com ar incrédulo. E saí. Saí gloriosamente como se tivesse simplesmente ido, apenas e só ...à casa de banho.

Dei conta do sucedido à minha colega que, com um abanar de cabeça condescendente  e um sorriso, comentou: "o tempo passa e tu...estás na mesma".

Será do signo? Peixes? Será de mim?  Deve ser de  momentos  destes que vem  a expressão " eu não estava em mim" Aplica-se que nem uma luva!


sábado, 25 de fevereiro de 2012

YOU BROKE IT ! YOU ANIMAL!

Sabem,  tenho um grande defeito, que eu mesma odeio. Odeio ser assim, mas é mais forte que eu. Já tentei mudar, mas....nasci assim e é algo que não controlo. Sou capaz de esquecer quem me fez bem, mas nunca, NUNCA, esqueço quem me faz mal ou me magoa. Não sou capaz de "deixar pra trás".

Há 17 anos atrás, tinha eu 26 aninhos, estava no último ano da faculdade. Trabalhava de dia e estudava à noite. Aprendia Italiano (ultimo ano), Russo, ( ultimo ano) e - que parvoíce...resolvi inscrever-me no Japonês. Enfim...hiperáctiva, as usual. Este caminho estava condenado à partida, nunca ia dar certo, algo teria que ficar para trás mais tarde ou mais cedo. Mas foi mais cedo...

Conheci, num almoço com amigos ( não havia internet...), um gajo por quem fiquei de 4 em poucos dias. Ele deu-me corda. Quando eu já estava mesmo caidinha, contou-me a estória da carochinha; que tinha acabado um relacionamento havia pouco tempo, que ela não o largava, que os pais dele gostavam muito dela, mas que ele...ele só me queria a mim. E eu, louca por ele. Foi o primeiro homem com quem me imaginei casada o resto da vida.

Dois meses, em que ele dizia que ela vinha ter com ele, que jurava que se mataria se ele não voltasse, eu perdia o apetite por saber que ele estava com ela ( para ela não se matar :-) ) ...santa ingenuidade! Deixei de conseguir dormir. Às tantas, já bebia, para conseguir adormecer. E no dia seguinte às 9 da manhã, estava no trabalho. Depois, aulas à noite, depois, 1 hora com ele.

Até que um dia, me diz que não pode vir ter comigo porque tem que ficar com os pais, tem um compromisso de família. Não sei porquê...desconfiei. Fui ao trabalho dela, que era num hipermercado. E apanhei-o  lá. A fazer tempo para que ela saísse.

Foi o fim. Fiquei doente. Uma depressão monstra. Mas  na altura, eu não sabia que isso podia ser tratado. Que era doença ficar triste, não comer, não dormir. Só querer chorar, ficar sozinha, morrer...Por sorte, a minha família deu conta e fui tratada. Claro que muita coisa do curso ficou para trás. Acabei o Italiano, o Russo. O Japonês ficou pelo caminho.

Isto tudo para vos dizer, que nunca perdi o animal que me fez isto, de vista. Mantive-me sempre a par da sua vida. Sei que casou com a gaja, que teve uma filha dela e lhe deu o meu nome. Sei que já se separou dela  e que a miúda nem usa o apelido do pai. Sei que ele está feliz agora, mas que já deve ter passado as passinhas do Algarve com ela.

Como é que eu sei??? Uma mulher enganada e ferida...é FOGO!!! E eu tenho este grande defeito de ser rancorosa. Tenho os meus meios. Nunca lhe desejei mal. Mas também nunca lhe desejei a felicidade.

E outro dia...por acaso, pesquisei no facebook o nome dela. E achei!!! Soube que era ela pelo nome da filhas ( ela já tinha uma quando  o conheceu). E fiquei tão feliz!!! Está velha, mas velha a sério. Parece mais velha do que é. Eu pensei " Oh minha grande besta! Foi por isto que me deixaste? Bom proveito meu animal!" E ela também não está feliz.  Vi os posts dela a meter-se com um gajo muito mais novo que não lhe dava trela. Parece aquelas velhas idiotas que se metem com tenrinhos, tipo Liz Taylor, mas sem guito! Isto ha uns anos. Porque agora são só posts com alusões divinas e coisas de gaja ressabiada. Poizé amiguinha...o efeito boomerang das energias cósmicas nunca falha. O mal que me fizeste, recebeste o de volta. Ninguém recebe de volta o que não dá antes.

Nunca na vida quereria aquele animal de volta nem que ele me implorasse! Mas gosto de saber da vida dele. No fundo, ele não gostava dela. Foi manipulado por aquela aventesma. Mas ela não ficou com ele. :-)  Eu também não. Mas o Universo tem os seus desígnios.

Preocupa-me o facto de me sentir bem ao ver que ela não está feliz. Esta minha faceta preocupa-me tanto que um dia falei disto ao meu psiquiatra. Em relação à PUTA DA GORDA ( ver post de há uns dias atrás), cheguei a sonhar que a apunhalava várias vezes e gostava de a ver sofrer e sangrar... preocupa-me deveras.

Serei boa pessoa? Ou terei alguns instintos assassinos...sei lá... Ai olhem, que se foda!

O que interessa é que ela parece 20 anos mais velha que eu.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PALAVRAS



Hoje mais uma vez perdi-me nos teus olhos, afoguei-me neles sem remédio.

Hoje mais uma vez senti que entre nós ficaram coisas por dizer.Senti as palavras vaguearem entre nós sem nos atingirem.

Senti o que tinha para te dizer empurrar não sei o quê na minha garganta sem conseguir sair e ir ao teu encontro.

 Não sei o que sentiste, mas vi-te englolir em seco e senti o que tu sentiste vir ao meu encontro. Algo sem nome, mas intenso. Vi-te estender os braços para mim, senti que me querias tocar. Uma vontade quase imperativa. Não me abraçaste. Não me tocaste. Mas eu senti.

E ali ficaram as palavras no meio de nós. Vi-as rodopiarem, formarem um remoinho de emoções não confessadas, girarem sobre si mesmas e perderem-se no vazio antes de voltarem para nós.

O travão que pões no teu coração trava o meu.

Mete-me medo porque não sei se é real o que eu penso que tu sentes, se são coisas da minha cabeça. Tenho medo que sejam reais, tenho medo que não sejam. Se são porque as travas? Se não são, porque sinto eu que são? O que é isso que tens para me dizer e não dizes? Porque afogas as palavras dentro de ti? Se libertasses o teu discurso, só um bocadinho, eu libertava o meu. Também sei que, se eu expulsasse de mim tudo o que tenho para te dizer, tu falavas. Mas tenho medo do teu falar. Tenho medo que me magoes.

Assim cada vez que nos vemos, ficam coisas por dizer. Um mundo de palavras soltas no meio de nós. Sem sentido. Querendo fazer-nos sentir sem o conseguir.

E sinto que elas nos puxam um para o outro.Devem ser elas aquela força que nos atrai um ao outro, e que nos faz dar voltas e mudar de posição e olhar para o lado com fingida indiferença, não querendo mostrar que ambos nos perturbamos.

São elas, as palavras.

Elas querem libertar-se libertando-nos. Por isso fazem-nos sentir assim, presos no magnetismo um do outro.

Enquanto não falarmos vai ser assim.As palavras ficam dentro de nós e pesam-nos no coração. Estrangulam-no. Apertam-no. Ensopam-no em sentimentos febris e desenfreados que não conseguimos soltar.

É isso também aquele mau estar no estomago quando te vejo. Indigestão de palavras.

Não se deve deixar nada por dizer.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Só de mim

Agora já recuperada do susto do réptil asqueroso que me fez sair a correr da festa, já de pêlo domesticado, eis que me deparo com este video no youtube:


E a legenda diz:
O "Só de mim", conta a história de alguém que já teve tudo, e que só se apercebeu disso depois de perder.

E o texto:


"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.

Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.

Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.

E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.

Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro..."



Fonix...eu não sou lamechas, mesmo NADA, mas já passei por isto e Deus deu-me a sorte de poder recuperar o que perdi. Por isso...mexeu comigo:-)

Hoje sou uma gata romântica .....miaaaauuu...


A MATTER OF FEELING




Desde sempre que tenho pressentimentos de sentimentos.
Eu explico. Chegam-me sob a forma de sonho. Um sonho onde tenho sensações muito vivas.  Como num filme. Durante noites seguidas vejo factos acontecerem numa sequência lógica. Se acordo quando está acontecer algo que é interrompido  quando volto a adormecer o sonho começa de novo nesse acontecimento inacabado.
E as sensações sucedem-se. Geralmente acontece durante uma semana. Uma semana em que antes de adormecer rezo para voltar à sequência do filme. De dia não  me lembro de factos, apenas sinto o que senti. E ando nas nuvens.

A primeira vez que me aconteceu foi numa viagem de estudo. A viagem durou 15 dias. De autocarro de norte a sul do país. E cada vez que adormecia....lá estava a continuação do sonho. Cheguei a falar com uma amiga acerca do assunto. Mas não ligou. Cheguei a pensar que vivia uma vida paralela à minha quando adormecia.

Passados meses, numa noite  quente de verão em que nem uma brisa corria, estava na praia, com um grande amor de verão ( que morreu na areia) senti o que havia sonhado e lembrei -me  dos sonhos. As sensações eram as mesmas.

Já voltou a acontecer. Mas aí já estava preparada e serviu para me deixar ansiosa à espera. E aconteceu sempre. A mesma intensidade dos sonhos. Não tem a ver com o valor que a relação vai ter. Tem a ver com a intensidade.

E é algo que não controlo.

O meu grande amor apareceu sem aviso.

As outras foram só mesmo isso. Paixão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Last Saturday Night to ..REMEMBER


Weeeelll....
As I predicted, lá fui eu ao magnifico evento.
De pêlo bem escovado, orelhas afiladas e com o andar mais sexy que consegui, arrasei com o meu charme felino!

Foi muito engraçado. Tinham sido convidados para actuar os felideos mais carismáticos da cidade. Foi uma noite inesquecivel da qual vos deixo algumas imagens

Como vêem eu não era a unica gata provocadora da festa. Havia muitas, muito mais provocadoras que eu. Não resisti, é claro, a passar-lhes a lingua pelo pêlo. Eu e outros! Ah poizé! Gatos que se põem a jeito, sofrem as  consequências! Diga-se, aceitaram-nas de bom grado, gostaram, e quizeram mais!

Mas, modestia à parte, nenhuma  outra gata tinha  o pêlo tão brilhante como o meu.:-)

Só tenho pena que tenha acabado com o aparecimento em palco de um reptil. Fiquei imediatamente de pêlo eriçado e tive que dar o grande bazanço a toda a velocidade.

Já recebi mensagens a lamentar o sucedido.Tenho tentado  acalmar  -me  e baixar o pêlo. Já o escovei inumeras vezes, mas teima em ficar assim:


Oh well!
:-)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Reposição - Este emprego deixou-me saudades...





Porque me lembro da cena e achei o maximo!

E POR 30 MIL EUROS????

Já pensei várias coisas e as investigações tipo KGB da minha colega moldava só vêm suportar mais as minhas suspeitas.
Outro dia o meu boss saiu do escritorio e a minha colega KGB foi logo ao skype dele ver as conversas que ele tem com a mulher. Hehehehe!!!! Nada está seguro com aquela mulher por perto. Ensinei-lhe 2 termos tugas novos para ela: cusca e pinar. E ela usou-os assim:
- Eu sou kuska muito kuska. Eu foi ao Skype de boss e viu lá que sua mulher quer pinhar com ele e ele não quer. Assim ela vai pro Milão pinhar com seu amante de China.
Ok... portanto, das duas uma; ou ele anda demasiado preocupado em arranjar os 30 mil euros e perdeu a tusa (pouco provável) ou então é gay.
Ela disse-me que há um amigo que está sempre com ele lá na agência e que a mulher dele já se anda a passar porque eles passam muito tempo juntos e ela é posta de lado.
Caros leitores masculinos, se vocês vissem a mulher do meu chefe.....ui ui.....Se eu fosse homem ou gostasse de gajas, ela era aquela que não me escapava. É linda! E boa todos os dias! Como é possivel que um homem perca a tusa por uma mulher daquelas? Como é possivel que ela tenha que lhe pedir para pinar?!
Bem o amigo do chefe também não é nada de deitar fora. Nada mesmo!
Agora, neste preciso momento, as I 'm writing, heis que surge a seguinte dúvida na minha mente depravada: Será que o big boss da Moldávia é, ele mesmo, um enrabador de serviço ao meu small boss? Será, porventura, que ambos já se comeram em tempos idos? Será que se comem ainda? Ai que ainda os vou ver aos dois a cantar o YMCA!!!! Ai ai, que só de pensar nisto e imaginar a cena quase que me mijo a rir...ai ai!!!!
E será, que é essa a razão porque o Big Boss não ficou assim tão preocupado com o desvio dos 30 mil euros? Será que uma enrabadela do meu chefe vale 30 mil euros? Fonix! Então isto agora é assim? Trata-se de um caso de corrupcão anal, meus senhores! Ter a peidola corrompida dá lucro. Eu não sabia é que dava tanto!
É pá...toda a gente tem o seu preço. Ora digam-me lá, por 30 mil euros, vocês eram enrabados???? E deixavam-se enrabar????

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A PUTA DA GORDA



Acho que nem nos velhos tempos em que blogava sem parar neste espaço, falei aqui na Puta da Gorda.
Esta Puta, que mais Puta não há, foi uma chefe que tive numa agência onde trabalhei. Começou por ser uma grande vaca, quando me ofereceu um salário sem igual para ir trabalhar para ela. Um salário...que nos dias de hoje me daria um imenso prazer ganhar, e como se não bastasse, pôs - me logo efectiva. Só para entenderem melhor, digamos que me 2006 fui ganhar mais 300 Eur do que ganhava no local onde estava. Difícil de recusar, não?
Pois...mas eu teria trocado tudo isso pela paz do local onde trabalhava e que  deixei. A vaca infernizou-me a vida. O clima de terror era tão grande naquela agência, que se sentia o peso no ar. No primeiro dia perguntou  às minhas colegas, à minha frente, se eram felizes a trabalhar ali. Devia ter desconfiado nessa altura... ninguém faz isso. Logicamente, as pobres disseram que sim...

Para encurtar a estória, a desorganização do local era tão grande que não me entendia com as burocracias, as chamadas ao gabinete, os telefonemas para a secretária, a que TODAS éramos sujeitas, era um inferno! Nunca fui lambe botas nem lambe conas, mas tenho cá para mim que era isso que ela queria. Dando-se conta da minha insatisfação, o director de recursos humanos mudou-me de local. Tive paz durante alguns meses. Vendo a minha felicidade a vacarrona de merda mandou uma colega sondar-me para ver a minha disponibilidade em voltar para  o departamento dela. Logicamente disse que não queria. Mas mesmo assim, a puta fez-me voltar.  Um dia quando ia trabalhar tive um ataque de pânico ao volante. Tiveram que chamar a ambulância. Interrompi o transito da já caótica cidade de Lisboa.  Meti baixa. Mandou-me chamar e despediu-me.

Foi o dia mais feliz dos últimos tempos naquela altura. Vim para casa com um subsidio de desemprego espectacular, e feliz por me livrar dela.

Mas nunca a esqueci. PUTA!!! Recebeu da minha parte, fraldas de incontinência de que pedi amostras em nome dela na net e mandei entregar na agência. Escrevi o numero de telefone dela em casas de banho publicas mistas com mensagens pouco recomendáveis. Também lhe mandei entregar amostras de aparelhos auditivos. Também na agência. Para toda a gente ver. Ah...hehehehe!!! Esta é linda. Toda a gente da agência deve ter recebido um mail vindo de uma organização lésbica e dirigido a ela. Pus o email geral. Ah poizé!

Vacarrona de merda....nunca me hei-de esquecer do que deixei aquela puta fazer comigo.

Vaca!! Puta!!!

Mas fica a lição: o dinheiro NUNCA é tudo! A sanidade mental sim!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Beijo
Pedro Abrunhosa

Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

sábado, 4 de fevereiro de 2012



Quando finalmente entendemos que o amor é o mais importante da vida, esta torna-se mais fácil de levar.
O verdadeiro amor estende-se para além do estado físico. Afinal a morte nada mais é que uma mudança  em que toda a nossa essência se mantém.

Como tal, não entendo quem ache bonito viver  para alem da idade considerada " normal".
O que faz alguém neste mundo que não produz, e ainda depende de outros para viver?
Não entendo!
Onde está a beleza disso? Um ser enrugado, encolhido, dependente....bahhh...!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Guito Guito Guito...

                                     



Não sou uma pessoa gananciosa. Gosto de dinheiro como todos certamente  gostam e preciso dele pois tenho pessoas que dependem de mim para viver. Sou responsável por eles, fui eu que os trouxe ao mundo e como tal, não me descarto dessa responsabilidade. Fazer com que cresçam felizes, com as necessidades preenchidas e que, quando forem jovens adultos, tenham com eles as armas que os poderão levar a que tenham a vida que mais desejarem.

É por isto que luto dia após dia. É por isto que muitas vezes me sinto cansada e culpada de não lhes dar a atenção que sei que merecem e devia dar-lhes. Muitas vezes duvido se serei boa mãe por não brincar mais com eles, por não ter mais paciência...chego a duvidar do que seja mais importante, comprometer o futuro deles, não tendo dinheiro para lhes proporcionar a educação que considero melhor, as actividades que os farão mais preparados para a vida, ou estar mais disponível...não sei.

Por tudo isto acho muita piada às pessoas que dizem de nada precisar. Deixam os filhos ao deus dará, com o lema " a vida é deles, eles que façam por ela quando chegar a hora". Não é isto descartar-se de responsabilidades? E acusam-me   de ser gananciosa  e só pensar em dinheiro, viver no futuro.  Se eu fosse uma pessoa avulsa, sem ninguém que não eu mesma para me preocupar, não viveria no amanhã certamente. E talvez nem me preocupasse com o meu futuro. Mas não sou...tenho duas pestinhas que dependem de mim.

É bom dizer que não se precisa de dinheiro quando se tem o dos outros para viver,  não é?  Enquanto houver quem nos ponha comida na boca até podemos andar rôtos.  Eu também pensaria assim se não tivesse ninguém a meu cargo.

Mas não é o caso...


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sobre o amor e a morte

Desde há algum tempo que a morte em si não me assusta.

Sinto que nesta vida, não há nada mesmo que não tenha ja feito ou experenciado. E tenho "apenas" 42 anos.
Nunca me envergonhei da minha idade, nunca tive problemas em envelhecer (apenas tento faze-lo o mais elegantemente possivel). Já tive  medo do sofrimento, da dor, agora nada disso me assusta.

Posso dizer que se morresse neste momento, morria feliz e sentia-me realizada.  Não ha nada que me arrependa de ter feito. Apenas me arrependo do que não fiz. Mesmo as maiores asneiras que fiz, sinto que me tornaram uma pessoa melhor, mais madura.

As coisas que perdi recuperei em dobro, o que antes era tão importante, deixou de ser e ao que antes não dava valor agora dou.

Envelhecer é um processo que me agrada, na idade. Não no aspecto :-). Deveriamos poder envelhecer sem rugas e sem dores. :-)

Se morresse agora os meus filhos ficavam bem na vida. Angustia-me pensar que podem passar necessidades. Só isso me angustia. Também me angustia pensar que por vezes não lhes posso dar mais atenção porque tenho que trabalhar para o bem estar deles. E que para eles estarem bem, eu tambem preciso de estar, para me poder entregar ás suas carinhas larocas e faze-los rir.

E saber que posso vir a experenciar  a  foto aqui ao lado, é algo que me acalma a alma, amansa o espirto e me faz pensar, que afinal, tudo na vida é possivel.
Não ter vergonha de expor o que sinto, não ter vergonha de ser quem sou. Aceitar os outros como são sem os tentar mudar, sabendo sempre que se podem tornar melhores se assim o desejarem. Porque afinal o amor é ...amar uma alma dentro de um corpo. Apenas isso.
Nunca morremos, apenas mudamos de roupa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Futebol e o melhor amigo




Todos os homens têm um melhor amigo. Todas as mulheres têm uma melhor amiga (?). Mas vejamos as coisas pelo lado prático. As mulheres não saiem à  noite de casa para ir ver o final da telenovela à casa de chá mais próxima. Não...nós não deixamos as  nossas familias em casa para irmos ver finais de series a casa umas das outras. Pelo menos no meu universo não. E nos que me rodeiam, desconheço casos tais.

Como tal, juro que não entendo a coisa dos ajuntamentos de testosterona, suores e gritos ao televisor, que rodeiam um mero derby (huumm...conheço o termo). Até consigo considerar a ideia de uma final da selecção. Enfim, dentro de cada português há sempre uma alma sofredora que gosta de voltar para casa com cara de fado e olhos de "estava destinado. Já sabiamos que não havia esperança". É uma coisa estupida esta do futebol. Sabemos que vamos perder, mas saímos de casa de peito cheio de patriotismo e voltamos pra casa de bandeira caída e fado no olhar! Mesmo à tuga.

Mais estupido ainda é tentarem obrigar qualquer ser humano a mudar de clube, nem que este esteja há anos sem ganhar taça nenhuma. Mesmo eu, gaja, benfiquista que nunca foi ao Estadio da Luz, borrifo-me para qualquer jogo que seja. Mas sou do Benfica, caraças! Até debaixo de água. E nasci católica, fui baptizada e fiz todos os sacramentos.Mas acredito em tudo menos na igreja católica. Sigo tudo menos o catolicismo. E facilmente me levariam a ser Budista ou qualquer outra coisa. Mas serei sempre, sempre Benfiquista.

É estupido ou não é?

Mais estupido ainda é um homem deixar a familia em casa e ir ver um jogo com os amigos, quando este dá em canal descodificado.

Hei-de experimentar " amor, olha, amanhã é a final da novela e combinei com as gajas irmos todas pra casa da Slowly ver. Ficas com os meninos ok? ..Ah... não há jantar feito e a Lili tem trabalhos de casa."

Ãhã!!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Retrospectiva de 2011






Posso dizer que foi um  dos piores da  minha vida. Há aqueles anos em que temos a maioria das coisas boas e o restante merdento. A estes chamamos anos bonzitos. Depois há aqueles anos em que acontece uma coisa horrivelmente triste,  que suplanta todas as coisas boas que nos aconteceram nesse ano. A estes anos chamamos anos tristes. Há também aqueles anos em que uma coisa tão boa nos acontece, a realização de um sonho, mas o resto é completamente, não digo mau, mas mais ou menos. A esses anos podemos chamar, anos em que realizámos sonhos. Desde 2007 que os meus anos têm sido, ou merdentos ou tristes. Foda-se! Olhando para trás, acho que o ultimo ano bom que tive, daqueles anos em que podemos dizer  " é pá este foi o ano da minha vida, foi um ano fantástico", foi quando acabei o meu curso em 1995. Aos anos!!!! Depois...realizei sonhos ( os meus filhos). Nada mau né?

Pois, mas este ano, foi mau, mas mau. Podia ter sido pior, claro, se tivesse morrido alguém que eu gostasse muito. Mas SÓ, não aconteceu isso, de resto...foda-se! Mas como disse algum muito sábio; algo mau trás sempre algo de bom. E é verdade. A aprendizagem, que segundo as minhas crenças pessoais, é o que vimos fazer a esta vida. Aprender.

E então, o que aprendi eu em 2011?

Aprendi que;

O que acontece nos filmes é mesmo baseado na vida real. Ou então a coisa está tão confusa que a vida real já começa a ser baseada em filmes. As senhoras com mais de 60 anos e sem vida pessoal, para além dos filhos, deviam ser clinicamente proibidas de ver telenovelas. Em vez de dizerem no inicio do programa " sujeito a acompanhamento parental" devia dizer " Totalmente proibido a pessoas com  mais de 60 anos clinicamente interditadas" E devia haver um sistema para controlar quem podia ou não podia ver. Por exemplo, os médicos interditavam esses programas a determinadas pessoas, e depois havia uma entidade, a ECAT ( Entidade Controladora do Acesso às Telenovelas), que bloqueava os programas e fazia com que se cumprisse essa directiva. Era bom. Até seria uma forma de criar mais Jobs for the boys!
O facto de existirem pessoas sem discernimento suficiente para diferenciar a realidade da ficção, cria grandes problemas à sociedade. A mim,  especificamente, ia-me fodendo a vida este ano.

Aprendi também que EXISTEM mesmo psicopatas. Psicopatas são pessoas que simplesmente não sentem. Não têm emoções. Bem, talvez esteja a exagerar. O orgulho é uma emoção. Ou não? Pronto, existem pessoas mesmo MÁS.Más, e com um orgulho doentio. Doentio ao ponto  de perderem tudo o que têm, apenas para provarem que são superiores. E usarem outras pessoas para se exibirem. Dissimulados, vermes rastejantes que apenas se alimentam da energia (e não só)  alheia. Vivem para manipular outras pessoas como se estas fossem cobaias de laboratório;  "ora deixa lá ver, se eu fizer isto, a reacção desta pessoa será esta. E em consequência a desta pessoa dever ser ...esta.  Vou experimentar". E é assim...não dormem de noite, ficam a pensar na melhor estratégia para foder o próximo. Alimentam-se do próprio veneno. Quem os conhece acha-os encantadores! São bajulados socialmente pela sua postura impecável, pela sua sensibilidade encantadora, pela sua esmerada educação. Mas deep inside ... o cenário é bem negro. E ficam  fodidos ainda quando há alguém que os fica a conhecer tãããão bem! Alguém que os apanha. E ainda por cima quando esse alguém era tipo...uma otáriazinha, tótó, carente, facilmente manipulável.
Um duro golpe para um verme deste tipo.

Sinto-me bastante orgulhosa de mim mesma!

Por outro lado aprendi que o verdadeiro amor vence sempre. Existem pessoas extremamente boas, que passam por cima de tudo por amor. E há sempre uma segunda e terceira e quarta oportunidade para quem ama verdadeiramente. O orgulho é um sentimento totalmente estúpido quando se trata da felicidade de uma família. E a verdadeira família é aquela que partilha os problemas comuns e individuais, não exige nada para além do afecto, da lealdade e simplesmente...está lá! O verdadeiro amor é aquele que faz o outro sentir-se bem consigo mesmo. Eu amo-o porque ele me faz sentir bonita, inteligente. Faz-me sentir bem. E eu tenho orgulho nele porque ele é assim...simplesmente ele. E gosto de o fazer sentir-se bem com ele mesmo. Porque  ele assim, é feliz. E gosto de o fazer feliz. E como me ama, sabe o que é importante para mim. E eu não tenho que me esforçar para me lembrar do que o faz feliz. Porque o amo.

Aprendi que acima de tudo tudo tudo... não posso viver sem MIM. Sinceramente. Eu amo-me. Porque quando me tentaram mudar sofri. Porque quando me fizeram ter atitudes que não eram as minhas, doeu-me. Quando quiseram que tivesse sentimentos que não me saíam, por mais que me dissessem que eram os correctos, a minha alma sangrou. E resistiu.  Eu não era aquela pessoa. Quando escutei o meu eu interior, revoltei-me. E vi.

Agora sei, que sou digna de ser amada, porque sou boa pessoa. Até há uns meses precisava de ser amada pois, eu mesma, não me tinha em grande conta. Agora sei que sou um bom ser humano.

Por isso, foi um ano filho da puta, Mas era necessário que assim fosse.

Mas que doeu, doeu!!!! FODA-SE!!!!