domingo, 1 de janeiro de 2012

Retrospectiva de 2011






Posso dizer que foi um  dos piores da  minha vida. Há aqueles anos em que temos a maioria das coisas boas e o restante merdento. A estes chamamos anos bonzitos. Depois há aqueles anos em que acontece uma coisa horrivelmente triste,  que suplanta todas as coisas boas que nos aconteceram nesse ano. A estes anos chamamos anos tristes. Há também aqueles anos em que uma coisa tão boa nos acontece, a realização de um sonho, mas o resto é completamente, não digo mau, mas mais ou menos. A esses anos podemos chamar, anos em que realizámos sonhos. Desde 2007 que os meus anos têm sido, ou merdentos ou tristes. Foda-se! Olhando para trás, acho que o ultimo ano bom que tive, daqueles anos em que podemos dizer  " é pá este foi o ano da minha vida, foi um ano fantástico", foi quando acabei o meu curso em 1995. Aos anos!!!! Depois...realizei sonhos ( os meus filhos). Nada mau né?

Pois, mas este ano, foi mau, mas mau. Podia ter sido pior, claro, se tivesse morrido alguém que eu gostasse muito. Mas SÓ, não aconteceu isso, de resto...foda-se! Mas como disse algum muito sábio; algo mau trás sempre algo de bom. E é verdade. A aprendizagem, que segundo as minhas crenças pessoais, é o que vimos fazer a esta vida. Aprender.

E então, o que aprendi eu em 2011?

Aprendi que;

O que acontece nos filmes é mesmo baseado na vida real. Ou então a coisa está tão confusa que a vida real já começa a ser baseada em filmes. As senhoras com mais de 60 anos e sem vida pessoal, para além dos filhos, deviam ser clinicamente proibidas de ver telenovelas. Em vez de dizerem no inicio do programa " sujeito a acompanhamento parental" devia dizer " Totalmente proibido a pessoas com  mais de 60 anos clinicamente interditadas" E devia haver um sistema para controlar quem podia ou não podia ver. Por exemplo, os médicos interditavam esses programas a determinadas pessoas, e depois havia uma entidade, a ECAT ( Entidade Controladora do Acesso às Telenovelas), que bloqueava os programas e fazia com que se cumprisse essa directiva. Era bom. Até seria uma forma de criar mais Jobs for the boys!
O facto de existirem pessoas sem discernimento suficiente para diferenciar a realidade da ficção, cria grandes problemas à sociedade. A mim,  especificamente, ia-me fodendo a vida este ano.

Aprendi também que EXISTEM mesmo psicopatas. Psicopatas são pessoas que simplesmente não sentem. Não têm emoções. Bem, talvez esteja a exagerar. O orgulho é uma emoção. Ou não? Pronto, existem pessoas mesmo MÁS.Más, e com um orgulho doentio. Doentio ao ponto  de perderem tudo o que têm, apenas para provarem que são superiores. E usarem outras pessoas para se exibirem. Dissimulados, vermes rastejantes que apenas se alimentam da energia (e não só)  alheia. Vivem para manipular outras pessoas como se estas fossem cobaias de laboratório;  "ora deixa lá ver, se eu fizer isto, a reacção desta pessoa será esta. E em consequência a desta pessoa dever ser ...esta.  Vou experimentar". E é assim...não dormem de noite, ficam a pensar na melhor estratégia para foder o próximo. Alimentam-se do próprio veneno. Quem os conhece acha-os encantadores! São bajulados socialmente pela sua postura impecável, pela sua sensibilidade encantadora, pela sua esmerada educação. Mas deep inside ... o cenário é bem negro. E ficam  fodidos ainda quando há alguém que os fica a conhecer tãããão bem! Alguém que os apanha. E ainda por cima quando esse alguém era tipo...uma otáriazinha, tótó, carente, facilmente manipulável.
Um duro golpe para um verme deste tipo.

Sinto-me bastante orgulhosa de mim mesma!

Por outro lado aprendi que o verdadeiro amor vence sempre. Existem pessoas extremamente boas, que passam por cima de tudo por amor. E há sempre uma segunda e terceira e quarta oportunidade para quem ama verdadeiramente. O orgulho é um sentimento totalmente estúpido quando se trata da felicidade de uma família. E a verdadeira família é aquela que partilha os problemas comuns e individuais, não exige nada para além do afecto, da lealdade e simplesmente...está lá! O verdadeiro amor é aquele que faz o outro sentir-se bem consigo mesmo. Eu amo-o porque ele me faz sentir bonita, inteligente. Faz-me sentir bem. E eu tenho orgulho nele porque ele é assim...simplesmente ele. E gosto de o fazer sentir-se bem com ele mesmo. Porque  ele assim, é feliz. E gosto de o fazer feliz. E como me ama, sabe o que é importante para mim. E eu não tenho que me esforçar para me lembrar do que o faz feliz. Porque o amo.

Aprendi que acima de tudo tudo tudo... não posso viver sem MIM. Sinceramente. Eu amo-me. Porque quando me tentaram mudar sofri. Porque quando me fizeram ter atitudes que não eram as minhas, doeu-me. Quando quiseram que tivesse sentimentos que não me saíam, por mais que me dissessem que eram os correctos, a minha alma sangrou. E resistiu.  Eu não era aquela pessoa. Quando escutei o meu eu interior, revoltei-me. E vi.

Agora sei, que sou digna de ser amada, porque sou boa pessoa. Até há uns meses precisava de ser amada pois, eu mesma, não me tinha em grande conta. Agora sei que sou um bom ser humano.

Por isso, foi um ano filho da puta, Mas era necessário que assim fosse.

Mas que doeu, doeu!!!! FODA-SE!!!!

Sem comentários: