quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sobre o amor e a morte

Desde há algum tempo que a morte em si não me assusta.

Sinto que nesta vida, não há nada mesmo que não tenha ja feito ou experenciado. E tenho "apenas" 42 anos.
Nunca me envergonhei da minha idade, nunca tive problemas em envelhecer (apenas tento faze-lo o mais elegantemente possivel). Já tive  medo do sofrimento, da dor, agora nada disso me assusta.

Posso dizer que se morresse neste momento, morria feliz e sentia-me realizada.  Não ha nada que me arrependa de ter feito. Apenas me arrependo do que não fiz. Mesmo as maiores asneiras que fiz, sinto que me tornaram uma pessoa melhor, mais madura.

As coisas que perdi recuperei em dobro, o que antes era tão importante, deixou de ser e ao que antes não dava valor agora dou.

Envelhecer é um processo que me agrada, na idade. Não no aspecto :-). Deveriamos poder envelhecer sem rugas e sem dores. :-)

Se morresse agora os meus filhos ficavam bem na vida. Angustia-me pensar que podem passar necessidades. Só isso me angustia. Também me angustia pensar que por vezes não lhes posso dar mais atenção porque tenho que trabalhar para o bem estar deles. E que para eles estarem bem, eu tambem preciso de estar, para me poder entregar ás suas carinhas larocas e faze-los rir.

E saber que posso vir a experenciar  a  foto aqui ao lado, é algo que me acalma a alma, amansa o espirto e me faz pensar, que afinal, tudo na vida é possivel.
Não ter vergonha de expor o que sinto, não ter vergonha de ser quem sou. Aceitar os outros como são sem os tentar mudar, sabendo sempre que se podem tornar melhores se assim o desejarem. Porque afinal o amor é ...amar uma alma dentro de um corpo. Apenas isso.
Nunca morremos, apenas mudamos de roupa.