sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A PUTA DA GORDA



Acho que nem nos velhos tempos em que blogava sem parar neste espaço, falei aqui na Puta da Gorda.
Esta Puta, que mais Puta não há, foi uma chefe que tive numa agência onde trabalhei. Começou por ser uma grande vaca, quando me ofereceu um salário sem igual para ir trabalhar para ela. Um salário...que nos dias de hoje me daria um imenso prazer ganhar, e como se não bastasse, pôs - me logo efectiva. Só para entenderem melhor, digamos que me 2006 fui ganhar mais 300 Eur do que ganhava no local onde estava. Difícil de recusar, não?
Pois...mas eu teria trocado tudo isso pela paz do local onde trabalhava e que  deixei. A vaca infernizou-me a vida. O clima de terror era tão grande naquela agência, que se sentia o peso no ar. No primeiro dia perguntou  às minhas colegas, à minha frente, se eram felizes a trabalhar ali. Devia ter desconfiado nessa altura... ninguém faz isso. Logicamente, as pobres disseram que sim...

Para encurtar a estória, a desorganização do local era tão grande que não me entendia com as burocracias, as chamadas ao gabinete, os telefonemas para a secretária, a que TODAS éramos sujeitas, era um inferno! Nunca fui lambe botas nem lambe conas, mas tenho cá para mim que era isso que ela queria. Dando-se conta da minha insatisfação, o director de recursos humanos mudou-me de local. Tive paz durante alguns meses. Vendo a minha felicidade a vacarrona de merda mandou uma colega sondar-me para ver a minha disponibilidade em voltar para  o departamento dela. Logicamente disse que não queria. Mas mesmo assim, a puta fez-me voltar.  Um dia quando ia trabalhar tive um ataque de pânico ao volante. Tiveram que chamar a ambulância. Interrompi o transito da já caótica cidade de Lisboa.  Meti baixa. Mandou-me chamar e despediu-me.

Foi o dia mais feliz dos últimos tempos naquela altura. Vim para casa com um subsidio de desemprego espectacular, e feliz por me livrar dela.

Mas nunca a esqueci. PUTA!!! Recebeu da minha parte, fraldas de incontinência de que pedi amostras em nome dela na net e mandei entregar na agência. Escrevi o numero de telefone dela em casas de banho publicas mistas com mensagens pouco recomendáveis. Também lhe mandei entregar amostras de aparelhos auditivos. Também na agência. Para toda a gente ver. Ah...hehehehe!!! Esta é linda. Toda a gente da agência deve ter recebido um mail vindo de uma organização lésbica e dirigido a ela. Pus o email geral. Ah poizé!

Vacarrona de merda....nunca me hei-de esquecer do que deixei aquela puta fazer comigo.

Vaca!! Puta!!!

Mas fica a lição: o dinheiro NUNCA é tudo! A sanidade mental sim!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Beijo
Pedro Abrunhosa

Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.