sábado, 25 de fevereiro de 2012

YOU BROKE IT ! YOU ANIMAL!

Sabem,  tenho um grande defeito, que eu mesma odeio. Odeio ser assim, mas é mais forte que eu. Já tentei mudar, mas....nasci assim e é algo que não controlo. Sou capaz de esquecer quem me fez bem, mas nunca, NUNCA, esqueço quem me faz mal ou me magoa. Não sou capaz de "deixar pra trás".

Há 17 anos atrás, tinha eu 26 aninhos, estava no último ano da faculdade. Trabalhava de dia e estudava à noite. Aprendia Italiano (ultimo ano), Russo, ( ultimo ano) e - que parvoíce...resolvi inscrever-me no Japonês. Enfim...hiperáctiva, as usual. Este caminho estava condenado à partida, nunca ia dar certo, algo teria que ficar para trás mais tarde ou mais cedo. Mas foi mais cedo...

Conheci, num almoço com amigos ( não havia internet...), um gajo por quem fiquei de 4 em poucos dias. Ele deu-me corda. Quando eu já estava mesmo caidinha, contou-me a estória da carochinha; que tinha acabado um relacionamento havia pouco tempo, que ela não o largava, que os pais dele gostavam muito dela, mas que ele...ele só me queria a mim. E eu, louca por ele. Foi o primeiro homem com quem me imaginei casada o resto da vida.

Dois meses, em que ele dizia que ela vinha ter com ele, que jurava que se mataria se ele não voltasse, eu perdia o apetite por saber que ele estava com ela ( para ela não se matar :-) ) ...santa ingenuidade! Deixei de conseguir dormir. Às tantas, já bebia, para conseguir adormecer. E no dia seguinte às 9 da manhã, estava no trabalho. Depois, aulas à noite, depois, 1 hora com ele.

Até que um dia, me diz que não pode vir ter comigo porque tem que ficar com os pais, tem um compromisso de família. Não sei porquê...desconfiei. Fui ao trabalho dela, que era num hipermercado. E apanhei-o  lá. A fazer tempo para que ela saísse.

Foi o fim. Fiquei doente. Uma depressão monstra. Mas  na altura, eu não sabia que isso podia ser tratado. Que era doença ficar triste, não comer, não dormir. Só querer chorar, ficar sozinha, morrer...Por sorte, a minha família deu conta e fui tratada. Claro que muita coisa do curso ficou para trás. Acabei o Italiano, o Russo. O Japonês ficou pelo caminho.

Isto tudo para vos dizer, que nunca perdi o animal que me fez isto, de vista. Mantive-me sempre a par da sua vida. Sei que casou com a gaja, que teve uma filha dela e lhe deu o meu nome. Sei que já se separou dela  e que a miúda nem usa o apelido do pai. Sei que ele está feliz agora, mas que já deve ter passado as passinhas do Algarve com ela.

Como é que eu sei??? Uma mulher enganada e ferida...é FOGO!!! E eu tenho este grande defeito de ser rancorosa. Tenho os meus meios. Nunca lhe desejei mal. Mas também nunca lhe desejei a felicidade.

E outro dia...por acaso, pesquisei no facebook o nome dela. E achei!!! Soube que era ela pelo nome da filhas ( ela já tinha uma quando  o conheceu). E fiquei tão feliz!!! Está velha, mas velha a sério. Parece mais velha do que é. Eu pensei " Oh minha grande besta! Foi por isto que me deixaste? Bom proveito meu animal!" E ela também não está feliz.  Vi os posts dela a meter-se com um gajo muito mais novo que não lhe dava trela. Parece aquelas velhas idiotas que se metem com tenrinhos, tipo Liz Taylor, mas sem guito! Isto ha uns anos. Porque agora são só posts com alusões divinas e coisas de gaja ressabiada. Poizé amiguinha...o efeito boomerang das energias cósmicas nunca falha. O mal que me fizeste, recebeste o de volta. Ninguém recebe de volta o que não dá antes.

Nunca na vida quereria aquele animal de volta nem que ele me implorasse! Mas gosto de saber da vida dele. No fundo, ele não gostava dela. Foi manipulado por aquela aventesma. Mas ela não ficou com ele. :-)  Eu também não. Mas o Universo tem os seus desígnios.

Preocupa-me o facto de me sentir bem ao ver que ela não está feliz. Esta minha faceta preocupa-me tanto que um dia falei disto ao meu psiquiatra. Em relação à PUTA DA GORDA ( ver post de há uns dias atrás), cheguei a sonhar que a apunhalava várias vezes e gostava de a ver sofrer e sangrar... preocupa-me deveras.

Serei boa pessoa? Ou terei alguns instintos assassinos...sei lá... Ai olhem, que se foda!

O que interessa é que ela parece 20 anos mais velha que eu.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PALAVRAS



Hoje mais uma vez perdi-me nos teus olhos, afoguei-me neles sem remédio.

Hoje mais uma vez senti que entre nós ficaram coisas por dizer.Senti as palavras vaguearem entre nós sem nos atingirem.

Senti o que tinha para te dizer empurrar não sei o quê na minha garganta sem conseguir sair e ir ao teu encontro.

 Não sei o que sentiste, mas vi-te englolir em seco e senti o que tu sentiste vir ao meu encontro. Algo sem nome, mas intenso. Vi-te estender os braços para mim, senti que me querias tocar. Uma vontade quase imperativa. Não me abraçaste. Não me tocaste. Mas eu senti.

E ali ficaram as palavras no meio de nós. Vi-as rodopiarem, formarem um remoinho de emoções não confessadas, girarem sobre si mesmas e perderem-se no vazio antes de voltarem para nós.

O travão que pões no teu coração trava o meu.

Mete-me medo porque não sei se é real o que eu penso que tu sentes, se são coisas da minha cabeça. Tenho medo que sejam reais, tenho medo que não sejam. Se são porque as travas? Se não são, porque sinto eu que são? O que é isso que tens para me dizer e não dizes? Porque afogas as palavras dentro de ti? Se libertasses o teu discurso, só um bocadinho, eu libertava o meu. Também sei que, se eu expulsasse de mim tudo o que tenho para te dizer, tu falavas. Mas tenho medo do teu falar. Tenho medo que me magoes.

Assim cada vez que nos vemos, ficam coisas por dizer. Um mundo de palavras soltas no meio de nós. Sem sentido. Querendo fazer-nos sentir sem o conseguir.

E sinto que elas nos puxam um para o outro.Devem ser elas aquela força que nos atrai um ao outro, e que nos faz dar voltas e mudar de posição e olhar para o lado com fingida indiferença, não querendo mostrar que ambos nos perturbamos.

São elas, as palavras.

Elas querem libertar-se libertando-nos. Por isso fazem-nos sentir assim, presos no magnetismo um do outro.

Enquanto não falarmos vai ser assim.As palavras ficam dentro de nós e pesam-nos no coração. Estrangulam-no. Apertam-no. Ensopam-no em sentimentos febris e desenfreados que não conseguimos soltar.

É isso também aquele mau estar no estomago quando te vejo. Indigestão de palavras.

Não se deve deixar nada por dizer.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Só de mim

Agora já recuperada do susto do réptil asqueroso que me fez sair a correr da festa, já de pêlo domesticado, eis que me deparo com este video no youtube:


E a legenda diz:
O "Só de mim", conta a história de alguém que já teve tudo, e que só se apercebeu disso depois de perder.

E o texto:


"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.

Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.

Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.

E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.

Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro..."



Fonix...eu não sou lamechas, mesmo NADA, mas já passei por isto e Deus deu-me a sorte de poder recuperar o que perdi. Por isso...mexeu comigo:-)

Hoje sou uma gata romântica .....miaaaauuu...


A MATTER OF FEELING




Desde sempre que tenho pressentimentos de sentimentos.
Eu explico. Chegam-me sob a forma de sonho. Um sonho onde tenho sensações muito vivas.  Como num filme. Durante noites seguidas vejo factos acontecerem numa sequência lógica. Se acordo quando está acontecer algo que é interrompido  quando volto a adormecer o sonho começa de novo nesse acontecimento inacabado.
E as sensações sucedem-se. Geralmente acontece durante uma semana. Uma semana em que antes de adormecer rezo para voltar à sequência do filme. De dia não  me lembro de factos, apenas sinto o que senti. E ando nas nuvens.

A primeira vez que me aconteceu foi numa viagem de estudo. A viagem durou 15 dias. De autocarro de norte a sul do país. E cada vez que adormecia....lá estava a continuação do sonho. Cheguei a falar com uma amiga acerca do assunto. Mas não ligou. Cheguei a pensar que vivia uma vida paralela à minha quando adormecia.

Passados meses, numa noite  quente de verão em que nem uma brisa corria, estava na praia, com um grande amor de verão ( que morreu na areia) senti o que havia sonhado e lembrei -me  dos sonhos. As sensações eram as mesmas.

Já voltou a acontecer. Mas aí já estava preparada e serviu para me deixar ansiosa à espera. E aconteceu sempre. A mesma intensidade dos sonhos. Não tem a ver com o valor que a relação vai ter. Tem a ver com a intensidade.

E é algo que não controlo.

O meu grande amor apareceu sem aviso.

As outras foram só mesmo isso. Paixão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Last Saturday Night to ..REMEMBER


Weeeelll....
As I predicted, lá fui eu ao magnifico evento.
De pêlo bem escovado, orelhas afiladas e com o andar mais sexy que consegui, arrasei com o meu charme felino!

Foi muito engraçado. Tinham sido convidados para actuar os felideos mais carismáticos da cidade. Foi uma noite inesquecivel da qual vos deixo algumas imagens

Como vêem eu não era a unica gata provocadora da festa. Havia muitas, muito mais provocadoras que eu. Não resisti, é claro, a passar-lhes a lingua pelo pêlo. Eu e outros! Ah poizé! Gatos que se põem a jeito, sofrem as  consequências! Diga-se, aceitaram-nas de bom grado, gostaram, e quizeram mais!

Mas, modestia à parte, nenhuma  outra gata tinha  o pêlo tão brilhante como o meu.:-)

Só tenho pena que tenha acabado com o aparecimento em palco de um reptil. Fiquei imediatamente de pêlo eriçado e tive que dar o grande bazanço a toda a velocidade.

Já recebi mensagens a lamentar o sucedido.Tenho tentado  acalmar  -me  e baixar o pêlo. Já o escovei inumeras vezes, mas teima em ficar assim:


Oh well!
:-)